Ivan Ljubicic, ex-número 3 do mundo e uma figura icónica do ténis, não hesitou em partilhar a sua perspetiva sobre quem foi o seu adversário mais complicado entre os colossos Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic. Ao longo da sua carreira, que se estendeu de 1998 a 2012, Ljubicic teve a oportunidade de confrontar cada um dos membros do famoso “Big Three”, acumulando experiências que moldaram a sua visão do jogo e a eterna discussão sobre o maior de todos os tempos (GOAT).
Com um histórico de 13 confrontos contra Federer, 9 contra Nadal e 9 contra Djokovic, Ljubicic, que posteriormente se tornou treinador de Federer, revelou detalhes fascinantes sobre cada um deles. Através da sua análise, ele não só trouxe à tona as suas dificuldades em enfrentar esses três titãs, como também fez uma reflexão sobre o impacto que cada um teve no ténis.
Quando interrogado sobre quem alcançou o nível mais alto em termos de desempenho, Ljubicic começou a sua análise: “Para todos, é diferente. Porque eles eram tão distintos, cada um dos adversários tinha a sua preferência.”
Sobre Rafael Nadal, Ljubicic destacou a sensação de conforto ao jogar contra o espanhol: “Eu sentia que tinha tempo. Ele fica muito recuado no retorno, o que me permitia fazer o meu jogo, especialmente nos meus serviços. É claro que perdi muitas mais vezes do que ganhei, mas venci-o duas vezes. Sempre senti que, se jogasse bem, teria uma oportunidade. E como ele não serve forte, estamos sempre envolvidos nos rallies. É difícil, mas nunca sinto que seja impossível.”
Em contraste, a experiência contra Roger Federer foi descrita como uma verdadeira montanha-russa de desafios: “Contra o Roger, era complicado, porque ele sempre fazia algo diferente. Lembro-me de ter jogado contra ele quatro vezes em três meses no início de 2005. Era sempre um jogo diferente. Depois de perder, pensava: 'Ok, agora sei o que preciso fazer'. A batalha em Roterdão foi intensa, 7-6 no terceiro set para ele, e eu tive as minhas oportunidades. Era um jogo em constante adaptação, já que ele era sempre melhor no que fazia.”
Por último, Ljubicic abordou a sua experiência com Novak Djokovic, que ele considera o mais difícil de enfrentar: “A última vez que joguei contra o Novak foi, creio, em 2010. Quando o Novak estava em forma, era talvez o mais difícil para mim, porque eu dependia muito do meu serviço para ganhar pontos fáceis. Mas com ele, isso não era possível. Ele fazia a bola vir mais rápido do que o meu serviço e era sufocante. Ele não batia winners, mas empurrava-te de um lado para o outro, e nunca tinhas um tiro limpo.”
No que diz respeito à eterna discussão sobre quem é o maior de todos os tempos, Ljubicic não se esquivou: “Eles são diferentes. É realmente difícil dizer quem é melhor. Obviamente, o Novak ganhou mais, isso é claro. Mas para mim, o impacto que Roger teve no jogo, assim como o Rafa, em momentos diferentes — é enorme. Talvez maior do que o do Novak. Mas… o que é o GOAT? Se formos pelos resultados, claramente o Novak é o que mais ganhou. Mas o impacto no jogo que sinto que o Roger teve, pelo menos para mim, foi tremendo e ainda é.”
Com esta análise penetrante, Ljubicic não apenas elucida as suas experiências pessoais, mas também oferece uma visão sobre a complexidade da grandeza no desporto, reforçando a ideia de que cada um dos gigantes do ténis deixou uma marca indelével na história deste desporto.
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