Elena Rybakina protagonizou uma das maiores surpresas do quadro feminino do Roland Garros ao cair logo no segundo turno, numa derrota inesperada que deixou o mundo do ténis em choque. A número 2 do mundo parecia dominadora no primeiro set frente à ucraniana Starodubceva, vencendo por 6-3, mas a partir daí viu a sua confiança desmoronar-se, cometendo erros fatais que a levaram a perder no tie-break do set decisivo por 10-4.
A queda abrupta da tenista cazaque, aos 26 anos, foi marcada por um declínio preocupante a partir do segundo set, onde a sua precisão e eficácia desapareceram por completo. As falhas técnicas foram tantas que levantam dúvidas sobre o seu estado físico, com suspeitas de que não estaria a 100% para este encontro crucial.
Em conferência de imprensa, Rybakina explicou o que considera ter sido a raiz da sua derrota: “É uma pena, honestamente estava a treinar muito bem antes de Paris. Imaginava que podia elevar bastante o meu nível aqui.” A tenista rejeitou qualquer problema com o seu treinador Stefano Vukov, que abandonou o banco a meio do jogo devido a indisposição: “Ele não se sentia bem há vários dias. Falámos antes do encontro e sabia que poderia sair do estádio. Não houve absolutamente nenhum problema.”
Rybakina destacou ainda as condições extremas de calor que se fizeram sentir: “Não acho que tenha sido um problema físico para mim. Já tive jogos em que terminei em pior estado físico. O verdadeiro problema foi não conseguir encontrar o equilíbrio certo com a bola. Nada me saía bem. Com tanto calor, a bola voa muito rápido e torna-se muito difícil de controlar. O meu estilo é sempre agressivo, tento entrar em campo para jogar de forma rápida. Mas se não consigo gerar efeito suficiente ou se as minhas mãos não são rápidas o bastante, a bola vai para todo o lado. As condições meteorológicas influenciaram a bola, mais do que a mim.”
Esta análise crua e frontal de Rybakina revela uma atleta que luta contra adversidades inesperadas e que, apesar de tudo, mantém a ambição de crescer e superar os obstáculos no ténis de alto rendimento. O seu afastamento precoce no Roland Garros deixa um aviso claro: nem mesmo as estrelas de topo estão imunes a deslizes, sobretudo em condições adversas e sob pressão. O regresso da cazaque aos grandes palcos será esperado com atenção redobrada.
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