Marta Kostyuk abalou o Court Philippe-Chatrier ao derrubar Iga Swiatek, a tetracampeã do Roland Garros e terceira do ranking mundial, num dos maiores choques do Open de França 2026. A jovem ucraniana, número 15 do mundo, impôs-se por 7-5, 6-1 na quarta ronda, numa exibição de pura determinação e resiliência que promete abalar o ténis feminino.
Num primeiro set de cortar a respiração, Kostyuk recuperou duas vezes de desvantagens no serviço, incluindo quando Swiatek servia para fechar o parcial a 5-4. A pressão sobre a polaca revelou-se fatal, e a ucraniana entrou com tudo no segundo set. Mesmo após perder o serviço logo no primeiro jogo, a tenista de 23 anos respondeu com três quebras consecutivas, fechando o encontro com autoridade e deixando claro que está imparável nesta temporada.
Esta vitória marca o segundo acesso de Kostyuk aos quartos-de-final de um Grand Slam, repetindo o feito alcançado no Open da Austrália de 2024, e prolonga a sua impressionante série invicta no saibro para 16 encontros em 2026. O momento é histórico, sobretudo porque antes deste duelo nunca tinha conseguido sequer ganhar um set à exímia Swiatek.
Em declarações emocionadas após o jogo, Marta confessou estar ainda em choque: «Sim, ainda estou a processar. Vencer uma jogadora tão incrível, que aqui já ganhou quatro vezes, e contra quem eu tinha perdido quatro vezes antes, sem nunca ganhar um set, é inacreditável. Ainda não consigo acreditar. Obrigada a todos pela energia hoje.»
Questionada sobre o segredo da sua forma no saibro, Kostyuk revelou uma abordagem mental revolucionária: «Não sei bem. Sinto que me dei mais espaço para criar, para desafiar as adversárias. O mais importante tem sido tentar mesmo desfrutar. Acordei hoje a pensar no dia incrível que tinha pela frente, jogar aqui no Chatrier, contra a Iga. Não havia mais nada para fazer senão isso.»
A jovem ucraniana deixou uma mensagem poderosa sobre a sua motivação: «Quero manter este estado de espírito, porque está a ajudar-me muito. Tento não focar-me no ganhar ou perder, porque não jogo ténis para vencer. Jogo porque amo o que faço e quero conectar-me com as pessoas. Quero sentir a energia que chega ao court, fazer as pessoas felizes e uni-las.»
Com esta prestação memorável, Marta Kostyuk não só derruba uma gigante do ténis, mas também envia um aviso claro: está preparada para desafiar as maiores e deixar a sua marca na história do ténis mundial. O Open de França acaba de ganhar uma estrela ainda mais brilhante.
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