Rory McIlroy e Scottie Scheffler falham Canadian open 2026 em toronto

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O RBC Canadian Open 2026 arrancou sob o signo de ausências de peso que estão a abalar o panorama do torneio e a abrir discussões acesas entre fãs e especialistas. Com um prémio total a rondar os 9,8 milhões de dólares e quatro dos dez melhores golfistas mundiais presentes, as expectativas estavam em alta — mas a ausência de cinco das maiores estrelas do golfe deixou um vazio que ninguém consegue ignorar.

Entre os grandes ausentes destaca-se Rory McIlroy, figura incontornável que já levantou o troféu por duas vezes em solo canadiano, em 2019 e 2022. O norte-irlandês, actual número dois mundial, optou por não marcar presença no TPC Toronto este ano, preferindo proteger o seu calendário com vista ao US Open em Shinnecock Hills. McIlroy conquistou o seu segundo título Masters em Augusta em Abril, tornando-se bicampeão consecutivo e, desde então, tem sido extremamente seletivo nas suas participações. Na semana passada, durante o Memorial Tournament, McIlroy chegou a brincar com a situação: “Sinto-me quase como um jogador a tempo parcial”, afirmou aos jornalistas, sublinhando a sua abordagem estratégica à época. Apesar da ausência, McIlroy já soma uma vitória no PGA Tour e três presenças no top-10 em 2026.

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Outro nome que dispensa apresentações e cuja ausência é sentida de forma marcante é Scottie Scheffler, líder do ranking mundial e actual comandante da FedExCup. Scheffler não compete no RBC Canadian Open desde 2020 e este ano decidiu novamente não alinhar, focando as suas energias na conquista do US Open — justamente o major que lhe falta na colecção. O norte-americano iniciou 2026 em grande, triunfando no American Express por quatro pancadas de vantagem, alcançando o seu 20.º título no PGA Tour antes dos 30 anos, um feito só igualado por lendas como Tiger Woods e Jack Nicklaus. Scheffler ficou em segundo lugar no Masters, atrás de McIlroy, e terminou em 12.º lugar no Memorial, demonstrando consistência ao mais alto nível.

Também Justin Thomas, antigo número um mundial e vencedor de 16 títulos no PGA Tour, optou por não competir em Toronto. Thomas foi visto pela última vez no RBC Canadian Open em 2022, onde terminou num impressionante terceiro lugar com voltas finais de 63 e 64 pancadas. Este ano, após um modesto 19.º lugar no Memorial Tournament, Thomas preferiu focar-se na preparação para o US Open, abdicando de um último ensaio competitivo no Canadá. O norte-americano, actualmente na 16.ª posição do ranking, procura redimir-se já na próxima semana, depois de dois top-10 esta temporada, incluindo um oitavo lugar no Players Championship.

Cameron Young, número três do mundo e uma das figuras em ascensão no circuito, é outro dos grandes ausentes. Young conquistou o Players Championship em Março, levando a melhor sobre Matt Fitzpatrick, e impressionou em Augusta, onde liderou ao fim de três voltas antes de terminar empatado em terceiro lugar. O jovem norte-americano manteve o ímpeto no Cadillac Championship, vencendo de forma categórica com uma vantagem de seis pancadas sobre Scheffler. No ano passado, esteve perto de provocar um playoff no Canadá, mas falhou no buraco 18. Duas vitórias e seis top-10 em 2026 demonstram o excelente momento de forma de Young, que claramente está a guardar energias para Shinnecock Hills.

Por fim, Jordan Spieth, detentor de três majors, é outro nome sonante ausente em Osprey Valley. Spieth tem tido uma época irregular, sem vitórias em torneios de assinatura, mas continua a ser letal nos greens. A sua última aparição foi no Memorial Tournament, e a decisão de não competir no RBC Canadian Open parece estar relacionada com um foco total no US Open, numa tentativa de voltar aos grandes momentos.

A ausência simultânea destas cinco estrelas no RBC Canadian Open eleva a fasquia para os restantes participantes, abrindo portas a surpresas e a uma dinâmica competitiva imprevisível. Para o torneio, é uma oportunidade de ver outros nomes brilharem, mas para os adeptos a sensação é de que se perdeu uma montra de luxo, especialmente numa edição tão aguardada em Toronto.

A discussão sobre qual destes jogadores teria sido o favorito à vitória está ao rubro nas redes sociais e entre comentadores. Para muitos, McIlroy seria o principal candidato, dada a sua ligação ao torneio e historial vitorioso. Outros não descartam Scheffler, pela consistência e pelo domínio recente. No entanto, todos concordam que a ausência coletiva destes cinco craques retira algum brilho e imprevisibilidade ao evento.

Com a aproximação do US Open, fica claro que o calendário competitivo e a gestão física são agora prioridades absolutas para a elite do golfe mundial. O que se segue será decisivo: os olhos do mundo estarão postos em Shinnecock Hills, onde estas estrelas prometem regressar ao mais alto nível e tentar conquistar o troféu mais cobiçado do verão. Até lá, o RBC Canadian Open 2026 terá de reinventar-se sem os seus principais protagonistas, dando palco a novos talentos e possíveis surpresas.

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