Messi pode voltar a ser campeão do mundo, garante Dembélé

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Ousmane Dembélé lançou um autêntico foguete para a discussão mundialista ao afirmar, sem rodeios, que Lionel Messi pode perfeitamente voltar a erguer o troféu de campeão do mundo, mesmo aos 38 anos. O internacional francês, figura de destaque no Paris Saint-Germain e peça-chave da selecção francesa, não hesitou em colocar o antigo colega do Barcelona no topo da lista dos maiores talentos de sempre, alimentando o debate sobre o impacto de Messi no futebol internacional e a hipótese de a Argentina poder revalidar o título conquistado em 2022.

A entrevista foi concedida ao jornal espanhol Marca, onde Dembélé, prestes a iniciar mais um Mundial pela França, analisou as perspectivas da sua selecção para o torneio deste verão. Os gauleses vão medir forças na fase de grupos com Senegal, Iraque e Noruega, numa caminhada que promete ser exigente para um conjunto habituado à pressão dos grandes palcos. Dembélé chega com o estatuto reforçado: depois de conquistar a Bola de Ouro no ano passado, ao serviço do PSG, e de ter sido decisivo na conquista de duas Ligas dos Campeões consecutivas, o extremo francês mostra-se focado nos objectivos colectivos.

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“Há muitos favoritos, isso já não significa nada no futebol”, afirmou Dembélé, sublinhando a imprevisibilidade da competição. “Existem muitas equipas favoritas nesta competição. Além disso, sabemos que a selecção francesa, nas duas últimas edições, chegou a duas finais. Portanto, seremos uma equipa à qual se exigirá muito, mas continuamos focados no objectivo. Antes de se pensar em chegar aos oitavos ou quartos de final, é preciso superar bem os jogos da fase de grupos. Bola de Ouro? É um troféu individual excecional, mas isso vem depois. O objectivo número um era ganhar a Liga dos Campeões com o PSG e, com a selecção francesa, ganhar um Mundial”, explicou o extremo, mostrando-se pragmático e consciente das armadilhas que o favoritismo pode acarretar.

O tema Messi surgiu inevitavelmente, e Dembélé não deixou margem para dúvidas quanto à sua admiração pelo astro argentino. “Claro, pode ganhar todos os troféus possíveis. Já o vi no Barcelona. [Ter mais quatro anos] não muda nada. É o melhor que já vi, o melhor que se viu no futebol. Continua a ser bastante perigoso. É difícil pará-lo, mesmo aos 38 anos. Pode ter essa idade, mas terá sempre essas qualidades. É preciso ter cuidado com ele porque é capaz de voltar a ganhar”, alertou Dembélé, destacando o perigo que Messi continua a representar em qualquer contexto competitivo, independentemente da idade.

A conversa abordou ainda a situação do capitão francês, Kylian Mbappé, que tem sido alvo de críticas intensas nos últimos tempos. Dembélé fez questão de defender o colega de selecção e de clube, apontando o dedo ao excesso de pressão mediática. “Foram muito injustos com ele. Exageram um pouco nas críticas ao Kylian porque ele é um jogador incrível e uma pessoa ótima fora do campo, porque eu conheço-o há muito tempo. Às vezes exageram nas críticas só porque é o Kylian Mbappé. Não se deve ser tão duro com ele. Se ata os atacadores, se não os ata, se sobe a meia, se não a põe… É demais, porque ele continua a ser um ser humano e um jogador de uma qualidade excecional. De qualquer forma, aqui na selecção francesa, dá-se muito bem connosco. É um líder, o capitão da nossa equipa e um jogador muito importante”, salientou Dembélé, deixando claro o peso de Mbappé no balneário e no relvado.

Ao olhar para os adversários, Dembélé não hesitou em apontar a Espanha, actual campeã da Europa, como uma das favoritas, mas não esqueceu outros gigantes do futebol mundial: “Também estão a Argentina, actual campeã do mundo, Alemanha, Portugal e Inglaterra. Todas são grandes selecções. Dito isto, também é preciso ter cuidado com as selecções menos favoritas”, completou, num aviso para aqueles que subestimam o potencial das surpresas.

Com o arranque do Mundial à porta, a França apresenta-se como uma das principais candidatas, mas a concorrência promete ser feroz. A possibilidade de Messi voltar a conquistar o mundo, aos 38 anos, acrescenta uma narrativa irresistível à competição e mantém todos os holofotes sobre a selecção argentina. Para Dembélé, resta manter o foco, ultrapassar a fase de grupos e provar, dentro de campo, que o favoritismo francês pode ser transformado em resultados concretos. A pressão está no máximo, as expectativas não podiam ser mais altas e os adeptos mal podem esperar para ver quem será o próximo protagonista a erguer o troféu mais desejado do futebol mundial.

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