Lesão séria afasta Brooks Koepka antes da ronda final do RBC Canadian Open

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Alarme total no mundo do golfe: Brooks Koepka, um dos nomes mais temidos dos grandes palcos, viu-se forçado a abandonar o prestigiado RBC Canadian Open de 9,8 milhões de dólares devido a uma lesão na mão, lançando uma enorme sombra de incerteza sobre a sua participação no U.S. Open, que se joga já na próxima semana em Shinnecock Hills. O timing não podia ser mais cruel para o norte-americano, que vivia um dos seus melhores momentos desde o regresso ao PGA Tour, depois de semanas a mostrar sinais claros de retoma da sua melhor forma.

Koepka, que há apenas três semanas tinha impressionado com um 63 (-8) no CJ Cup Byron Nelson — a sua melhor ronda de 2026 e o melhor início desde que voltou ao circuito —, transportou esse ímpeto para o RBC Canadian Open, liderando ao fim da primeira volta com um 64 e mantendo-se firme com um sólido 68 na segunda ronda. Tudo parecia encaminhar-se para uma luta titânica pelo título, mas uma dor súbita e intensa no pulso obrigou-o a receber tratamento ainda durante a terceira ronda, acabando mesmo por abandonar a competição antes da última volta, marcada para as 10h30 locais do passado sábado.

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A PGA Tour confirmou o pior cenário através do seu canal oficial de comunicação: “Brooks Koepka WD (lesão na mão) antes da ronda final do RBC Canadian Open”, anunciaram a 14 de junho. Apesar de todos os esforços da equipa médica durante a noite, a lesão revelou-se demasiado grave para arriscar. Koepka optou assim por proteger a mão, preferindo não comprometer de forma irreversível a sua presença no U.S. Open, onde as expectativas são altíssimas.

A decisão, embora sensata, surge num momento delicadíssimo: Koepka tem estado a competir sem pausas desde o início da época, cumprindo o programa de reintegração no PGA Tour. Nas últimas quatro provas, registou três resultados de topo, incluindo um 12.º lugar empatado no Masters e um 14.º no CJ Cup Byron Nelson. O Open do Canadá era visto como a rampa de lançamento ideal para atacar o U.S. Open, onde já inscreveu o seu nome na história.

O drama agudizou-se quando, segundo Rex Hoggard do Golf Channel, Koepka foi visto a receber assistência do seu treinador, focando-se no braço e cotovelo esquerdos, pouco antes de ir para o campo. Ainda assim, garantiu que “durante o aquecimento, senti-me perfeitamente bem. Estava absolutamente pronto. Depois, cheguei ao campo de treinos, tentei agarrar no taco, e simplesmente não conseguia. Durei assim o dia inteiro. Só nos últimos buracos senti melhorias. Não sei se foi efeito dos medicamentos ou outra coisa”, explicou o golfista após a ronda.

Durante esse sábado fatídico, Koepka, que estava apenas a dois shots do líder, não conseguiu fazer qualquer birdie até muito tarde. Dois birdies consecutivos no 13 e 14 ainda disfarçaram os estragos, mas fechou com um 72 (+2) e acabou por desistir. Visivelmente desconsolado, confessou: “Não sei o que se passa. Estou com dificuldade em agarrar o taco com o dedo anelar e mindinho, por isso não o consigo segurar. O taco escorrega-me das mãos, os dedos ficam dormentes. Não faço ideia do que se trata, mas espero que consigamos perceber.”

A notícia caiu como uma bomba entre os adeptos, que imediatamente começaram a questionar as hipóteses do campeão no U.S. Open, precisamente em Shinnecock Hills — palco do seu histórico triunfo em 2018. Nessa edição, Koepka superou Tommy Fleetwood por um shot e tornou-se no primeiro jogador em 29 anos a vencer dois U.S. Open consecutivos, apesar de ter estado quatro meses parado devido a uma lesão nos ligamentos do pulso esquerdo, a mesma que o afastou do Masters desse ano.

O ambiente nas redes sociais tornou-se de apreensão e descrença. “Não é nada bom para o Brooks Koepka antes de voltar a Shinnecock na próxima semana”, escreveu um adepto, recordando o feito de 2018. Outro, resignado, comentou: “Uma repetição em Shinnecock não parece provável.” A expectativa é enorme, ainda para mais sabendo que, nessa mítica vitória, Koepka arrancou com um 75 — o pior primeiro dia de um campeão em Shinnecock desde 1986 —, mas depois recuperou de forma épica, com seis birdies seguidos na segunda ronda para voltar à luta.

“Não é bom a caminho do U.S. Open em Shinnecock, onde ele venceu em 2018. Estado ainda por determinar para a próxima semana”, partilhou outro fã. Um último apelo à esperança ecoou entre a multidão: “Oxalá um dia extra de tratamento o ponha pronto para o U.S. Open.”

Olhando para o imediato, Koepka e a sua equipa médica vão agora correr contra o tempo para recuperar a mão e garantir presença em Shinnecock Hills. Uma ausência seria um golpe duríssimo não só para o jogador, mas para o próprio torneio, que perderia um dos seus grandes protagonistas. Caso recupere, terá de enfrentar o percurso mais exigente do golfe mundial numa condição física incerta — cenário que só aumenta a expectativa e o drama em torno da próxima semana. O desfecho está em aberto, mas uma coisa é certa: todos os olhares estarão postos em Brooks Koepka quando o U.S. Open arrancar.

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