Polémica no Mundial: Senadora do Paraguai faz insultos racistas a Mbappé

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Uma onda de indignação varreu as redes sociais após a senadora paraguaia Celeste Amarilla ter dirigido insultos racistas a Kylian Mbappé, desencadeando uma das maiores polémicas do Mundial. O avançado francês tornou-se alvo de comentários chocantes depois de, no final do jogo frente ao Paraguai, não ter cumprimentado o guarda-redes Orlando Gill.

A atitude de Mbappé, considerada por muitos uma quebra de fair-play após um encontro marcado pela tensão, motivou Amarilla, de 61 anos, a recorrer à rede social X para publicar mensagens ofensivas. “Este idiota nem sequer aprendeu a escrever”, escreveu a senadora. Num tom ainda mais agressivo, acrescentou: “Em vez de mamar leite materno, mamava em cocos, e os seres mais instruídos que alguma vez ouviu foram chimpanzés.” Amarilla não se ficou por aqui e dirigiu-se diretamente ao guarda-redes paraguaio: “Devias ter-lhe feito um manguito, Orlando Gill. Eu faço-o no Senado e não acontece nada”.

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Este episódio insere-se num contexto já tenso em torno da selecção paraguaia. Antes deste incidente, o antigo guarda-redes José Luis Chilavert já tinha lançado a polémica ao classificar a equipa francesa como uma “seleção de África”, alimentando discussões acesas sobre racismo e xenofobia no futebol internacional. Durante o mesmo encontro, circularam ainda suspeitas de insultos dirigidos à falecida mãe do selecionador francês Didier Deschamps, agravando o clima hostil entre as equipas.

As declarações de Amarilla geraram uma onda de repúdio, com muitos adeptos e figuras públicas a exigirem consequências para a senadora e a sublinharem a gravidade dos comentários racistas num palco global como o Mundial. A reacção a estas palavras ofensivas promete não ficar por aqui, com a pressão pública a aumentar para que sejam tomadas medidas disciplinares e políticas.

O escândalo lança uma sombra sobre a participação do Paraguai na competição e eleva o debate sobre a intolerância racial no desporto, especialmente numa altura em que o futebol mundial procura projectar uma imagem de inclusão e respeito. Aguarda-se agora a resposta das autoridades desportivas e políticas a este caso, que poderá influenciar o ambiente e a postura das equipas nos próximos encontros do torneio.

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