Messi e salah disputam vaga nos quartos-de-final do Mundial 2026

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Lionel Messi e Mohamed Salah preparam-se para um embate de titãs que promete agitar o Mundial 2026, com um lugar nos quartos-de-final em jogo e o futuro das duas selecções em suspenso. O confronto entre Argentina e Egipto, marcado para terça-feira, será marcado pelo possível adeus de dois dos maiores nomes do futebol mundial a uma fase final de Mundial.

A Argentina chega a este duelo com Messi em grande forma, depois de ter marcado sete golos em apenas quatro jogos neste torneio, perseguindo o sonho de acrescentar uma quarta estrela ao emblema argentino e tornar a sua equipa a primeira, em 64 anos, a revalidar o título de campeã do mundo. No entanto, nem tudo foi fácil para a formação de Lionel Scaloni, que teve de suar para ultrapassar Cabo Verde nos oitavos-de-final. Apesar das façanhas de Messi, a defesa argentina expôs vulnerabilidades que podem ser exploradas por um avançado do calibre de Mohamed Salah.

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Do outro lado, o Egipto chega embalado por um feito histórico: Salah tornou-se o primeiro capitão egípcio a vencer um jogo a eliminar num Mundial, após converter com frieza um panenka decisivo no desempate por penáltis frente à Austrália. Ainda assim, o craque africano não tem estado tão prolífico neste torneio, tendo sido praticamente anulado diante dos australianos, muito devido a uma lesão muscular que o limitou e à estratégia dos adversários, que isolaram o astro egípcio e impediram que os colegas o servissem com perigo.

A discussão sobre o papel de Salah na equipa egípcia torna-se inevitável. O seu estatuto de principal referência ofensiva pode, paradoxalmente, limitar o colectivo, pois os adversários concentram-se em anular a sua acção. No último jogo, os Socceroos conseguiram precisamente isso, deixando Salah quase fora de jogo e obrigando o Egipto a procurar outras soluções. “Ele jogou condicionado fisicamente, mas já é recorrente vê-lo com dificuldades nas grandes finais”, refere-se no balanço do desempenho de Salah em fases decisivas.

O histórico de Salah em finais internacionais revela apenas dois golos em 11 jogos, nenhum deles de bola corrida. No Mundial, soma três golos em seis jogos, mas dois aconteceram em derrotas, o que levanta questões sobre o seu real impacto enquanto factor decisivo. “Em jogos de tudo ou nada, as equipas adversárias fazem de tudo para fechar o corredor onde Salah actua”, sublinha-se na análise ao modelo táctico do Egipto.

O duelo com Messi, cuja capacidade de desequilíbrio continua a ser temida, promete ser o centro das atenções. Com ambos a lutar pelo que se prevê ser o seu último Mundial, só um poderá continuar a sonhar com a glória. O resultado deste encontro poderá não só definir o futuro imediato das selecções, mas também marcar o desfecho das carreiras internacionais de duas lendas vivas do futebol.

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