Jannik Sinner e Linda Noskova ficam com pouca parte do prémio de Wimbledon

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Jannik Sinner e Linda Noskova conquistaram cerca de 3,6 milhões de libras em prémios no Wimbledon, mas uma fatia significativa desse valor não ficará nas suas contas bancárias. O motivo? A pesada carga fiscal do Reino Unido sobre os ganhos dos jogadores internacionais, que afeta directamente os vencedores do torneio.

Durante a edição deste ano do Grand Slam em Londres, a organização aumentou o prémio total para 64,2 milhões de libras, uma subida de 20% face ao ano anterior. Ainda assim, os tenistas manifestaram descontentamento, limitando os seus compromissos mediáticos a apenas 15 minutos na primeira semana, numa forma de protesto contra a distribuição dos prémios. Apesar do aumento, os jogadores receberam cerca de 15% da receita total do torneio, longe dos 22% que ambicionavam.

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O lado menos visível desta questão prende-se com a tributação aplicada no Reino Unido. Ao contrário do que sucede no Open da Austrália, Open da França ou US Open, onde os jogadores não são taxados sobre os prémios, em Wimbledon o imposto pode consumir uma parte substancial dos ganhos. Segundo a firma de contabilidade Blick Rothenberg, os impostos incidem não só sobre os prémios, mas também sobre patrocínios locais e direitos de imagem gerados durante a estadia dos atletas no país.

No ano passado, os vencedores Jannik Sinner e Iga Swiatek viram cerca de 1,3 milhões de libras descontados dos seus prémios de 3 milhões. Este ano, com o aumento dos prémios para cerca de 3,6 milhões, as autoridades fiscais britânicas deverão reter aproximadamente 1,6 milhões de libras dos ganhos de Noskova e Sinner. A taxa adicional de 45% aplica-se a rendimentos superiores a 125.140 libras, o que afecta directamente os prémios mais elevados.

Além dos impostos, os jogadores ainda têm de suportar custos associados à sua equipa técnica, agentes e outros encargos, que podem reduzir o valor final recebido para cerca de 1,4 milhões de libras. Apesar de continuar a ser uma quantia substancial para duas semanas de competição, a diferença entre o prémio anunciado e o valor líquido recebido é significativa.

Este cenário alimenta a insatisfação dos jogadores relativamente à distribuição dos prémios nos Grand Slams. A pressão para uma reforma mantém-se, com muitos a aguardar a resposta do US Open, que poderá definir um novo padrão para os prémios e impostos no circuito. Até lá, o debate sobre a justiça e a transparência na repartição das receitas continua a ser uma das questões mais polémicas no ténis profissional.

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