Rory McIlroy enfrentou uma das piores rondas de abordagem da sua carreira no PGA Tour durante a terceira volta do Genesis Scottish Open, colocando em causa a sua preparação para o Open Championship no Royal Birkdale. O norte-irlandês, que usou este torneio como teste para afinar o seu jogo em campos links, viu o seu desempenho desmoronar-se de forma surpreendente, deixando-o em 25.º lugar após uma fase inicial promissora.
No Renaissance Club, McIlroy perdeu 2,61 tacadas apenas em abordagens ao green, um dos piores registos da sua trajetória no Tour, ficando atrás apenas da ronda de -2,62 no Canadian Open do ano anterior. Este indicador, conhecido como Strokes Gained: Approach, revela que o jogador não conseguiu encontrar o green de forma eficaz nem deixar putts acessíveis, independentemente do seu desempenho nas tacadas de saída. Apesar de ter partilhado a liderança após 36 buracos, um início de +3 na terceira volta e as condições adversas de tempo acabaram por desestabilizar o seu ritmo.

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O próprio McIlroy assumiu as dificuldades que enfrentou, explicando que o vento de esquerda para direita comprometeu a sua precisão: “A minha face do taco fica muito mais à esquerda do que o caminho da tacada, e começo a fazer estes tiros para a esquerda, especialmente com os ferros. Sentia-me bem quando cheguei, e estava a jogar bem, mas o vento acabou por revelar esta falha e foi um pouco uma luta.” O golfista reconheceu que, apesar dos bons momentos, teve de “tentar perceber o que estava a fazer e corrigir na prática antes da última volta”.
A análise do jornalista Jamie Kennedy em X sublinha que esta má fase não é um caso isolado. McIlroy tem vindo a registar uma queda no ranking de Strokes Gained: Approach ao longo das temporadas, do 8.º lugar em 2023 para o 68.º em 2025. Kennedy destaca ainda uma queda semelhante na terceira volta do Masters deste ano, sugerindo que a consistência nas abordagens é um desafio atual para o campeão de quatro Majors.
Contudo, McIlroy mantém a confiança para o Open Championship, onde já obteve um quarto lugar em 2017 no Royal Birkdale, mostrando familiaridade com o campo. O histórico recente também indica que um desempenho mediano no Scottish Open não impede uma boa prestação no Major, como aconteceu em 2023, quando terminou no top 10 em Royal Portrush após ser vice-campeão na Escócia.
“Sei o que faço de errado e vou trabalhar para corrigir antes de quinta-feira. Há coisas boas e más, mas estou preparado para melhorar”, afirmou o golfista, determinado a transformar a luta no Scottish Open numa aprendizagem para conquistar o seu segundo Claret Jug. Este desaire temporário pode ser o impulso que McIlroy precisava para ajustar o seu jogo e voltar a lutar pelo título num dos Majors mais prestigiados do calendário.
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