Declan Rice continua a gerar dúvidas na seleção inglesa a poucos dias do embate decisivo com a Argentina nas meias-finais do Mundial. O médio do Arsenal foi substituído ao intervalo do encontro dos quartos de final contra a Noruega, devido a uma doença que ainda não ultrapassou, segundo revelou a BBC Sport esta segunda-feira. Rice contraiu uma infeção que o forçou a sair mais cedo no jogo disputado em Miami, onde os ingleses venceram por 2-1 após prolongamento.
Apesar do otimismo quanto à sua possível recuperação para o duelo com os campeões mundiais em título, a incerteza em torno da condição física do médio deixa o selecionador Thomas Tuchel perante um problema sério no meio-campo. Rice tem sido peça fundamental no dueto com Elliot Anderson, e as alternativas disponíveis são limitadas e apresentam riscos evidentes. Reece James, que entrou para o lugar de Rice frente à Noruega, é uma solução pela sua versatilidade, mas regressa de uma lesão na coxa e não tem exibido o ritmo ideal no torneio.

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Além disso, Jordan Henderson está indisponível devido a uma lesão invulgar no pulso, sofrida durante os festejos da vitória nos oitavos de final contra o México. Esta situação obriga Tuchel a considerar o jovem Kobbie Mainoo, do Manchester United, como terceira opção no meio-campo. Apesar da boa temporada de Mainoo sob a orientação de Michael Carrick, o jogador ainda não somou minutos nesta competição, tornando pouco provável a sua titularidade diante da pressão de defrontar Lionel Messi e companhia.
A escolha de Tuchel recairá provavelmente sobre Reece James, dada a sua ligação com Enzo Fernandez, colega de clube no Chelsea, mas esta decisão envolve riscos devido ao estado físico do defesa Ezri Konsa, que também lida com uma lesão na coxa desde o encontro com a Noruega. Rice, que já superou uma lesão muscular para levar a Inglaterra até este ponto, é visto como essencial para equilibrar o meio-campo e manter as aspirações inglesas de conquistar a sua primeira final de Mundial desde 1966.
A recuperação de Declan Rice será, assim, um dos fatores decisivos para as esperanças inglesas no torneio. A sua presença no onze inicial poderá marcar a diferença num confronto de enorme exigência contra a Argentina, numa reedição de uma rivalidade que não se via desde 2005. A selecção de Tuchel aguarda com ansiedade notícias sobre a evolução do médio, consciente de que terá de gerir cuidadosamente as suas opções para tentar garantir um lugar na final do Mundial.
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