Facundo Bagnis, antigo número 55 mundial, foi suspenso por 12 meses após um resultado positivo na qualificação do US Open 2025, mas provou que a substância proibida que levou à sanção provinha de um suplemento contaminado. O tenista argentino testou positivo a hidroclorotiazida, um diurético e agente mascarante proibido, numa amostra recolhida a 18 de agosto durante o Grand Slam de Nova Iorque.
A Agência Internacional de Integridade do Ténis (ITIA) investigou o caso e aceitou a explicação de Bagnis, que alegou que a substância resultou da contaminação cruzada num suplemento personalizado produzido numa farmácia na Argentina. O jogador de 36 anos já cumpria uma suspensão provisória voluntária desde outubro de 2025, enquanto decorriam as averiguações. A sanção oficial terminará a 17 de outubro de 2026, permitindo o regresso do argentino à competição ainda esta temporada.

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A ITIA confirmou que a amostra analisada, dividida em porções A e B, continha a substância proibida. A hidroclorotiazida está incluída na lista de substâncias proibidas da Agência Mundial Antidoping (WADA) sob a categoria de “Diuréticos e Agentes Mascarantes”. Bagnis não possuía uma isenção terapêutica para o uso da substância, o que constitui uma infração ao programa antidoping do ténis. Contudo, o jogador negou ter utilizado intencionalmente qualquer substância proibida e sustentou que o resultado positivo derivou da contaminação do suplemento prescrito por motivos médicos.
Para comprovar a sua versão, Bagnis apresentou documentação detalhada, incluindo registos médicos, recibos de compra, comunicações com o seu médico e relatórios de peritos independentes. A ITIA submeteu o suplemento a análises num laboratório acreditado pela WADA, que confirmou a presença de hidroclorotiazida, corroborando a possibilidade da explicação dada pelo tenista. Assim, a agência concluiu que a violação não foi intencional.
Por se tratar de uma substância especificada, Bagnis não estava obrigado a cumprir uma suspensão provisória, mas optou por se afastar voluntariamente da competição enquanto o processo decorria. A ITIA teve em conta os fatores atenuantes apresentados, bem como precedentes em casos semelhantes, para determinar a sanção final. O jogador aceitou a decisão e renunciou ao direito a uma audiência perante um tribunal independente, encerrando assim um processo que se arrastava há quase um ano.
Facundo Bagnis alcançou o seu melhor ranking em novembro de 2016, com o 55.º lugar mundial, e ao longo da carreira conquistou 17 títulos Challenger e dois finais no circuito ATP, incluindo a final de Córdoba em 2024. Na altura do teste positivo, ocupava o 401.º lugar no ranking ATP e tentava prolongar a sua carreira profissional. A suspensão irá afastá-lo dos torneios oficiais até outubro do próximo ano, quando poderá regressar à competição após cumprir a sanção de 12 meses.
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