Allegri nega negociações com itália antes de assinar pelo Napoli

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Massimiliano Allegri protagonizou uma mudança surpreendente ao assumir o comando técnico do Nápoles, negando categoricamente ter estado em negociações para o cargo de selecionador nacional italiano antes de aceitar a proposta do clube napolitano. O treinador toscano foi oficialmente apresentado no Teatro San Carlo, em Nápoles, onde assinou um contrato válido por três anos com o emblema do Estádio Maradona.

Durante a conferência de imprensa de apresentação, Allegri destacou a importância do trabalho rigoroso e profissional para garantir que a equipa esteja bem preparada até ao mês de março, fase que considera decisiva na temporada. “Para mim, esta apresentação é exagerada. É a primeira vez que me acontece, e agradeço ao presidente”, afirmou, referindo-se a Aurelio De Laurentiis, presidente do Nápoles, que o acompanhou na sessão, juntamente com os directores Giovanni Manna e Andrea Chiavelli.

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Allegri reconheceu o legado deixado por Antonio Conte, seu antecessor, que conquistou o Scudetto e a Supertaça Italiana em apenas duas temporadas. “Tenho sorte; esta é já a segunda vez que herdo a equipa do Antonio. Esperemos que seja um bom presságio. A sorte é importante na vida”, sublinhou. O técnico mostrou-se entusiasmado com o calor da cidade e o apoio manifestado pelos adeptos, destacando o potencial da equipa para lutar pelo título, Liga dos Campeões e Taça de Itália.

Quando questionado sobre as alegações que o ligavam ao cargo de selecionador da Itália, Allegri foi peremptório: “Não tive qualquer contacto com a federação”. O treinador explicou que o acordo com o Nápoles foi alcançado muito antes da eleição de Giovanni Malagò para presidente da Federação Italiana de Futebol, a 22 de junho. “Falei apenas com o presidente e já estive perto de vir há alguns anos. Estou feliz por trabalhar com ele e com todo o Nápoles.”

Allegri não perdeu a oportunidade para comentar a sua saída do AC Milan, clube que deixou no final da temporada 2025-26 após falhar a qualificação para a Liga dos Campeões. Sem alimentar qualquer ressentimento, o treinador afirmou: “Não é uma questão de vingança; algumas épocas terminam de determinada forma. Lamento como terminou a última temporada. Agradeço a todos os que colaboraram comigo no Milan; foi uma época intensa.” Sobre as palavras do proprietário do Milan, Gerry Cardinale, que na apresentação do seu sucessor Ruben Amorim afirmou querer uma equipa que “jogue para ganhar e não para não perder”, Allegri limitou-se a dizer: “Não comento as palavras dos donos. Apenas agradeço aos que me apoiaram durante a época.”

Ao abordar a estratégia de mercado do Nápoles, Allegri adiantou que o clube tem conduzido as negociações, mas que irá avaliar o plantel durante a pré-temporada para identificar eventuais necessidades. “Trabalharemos em conjunto com o diretor e o presidente para perceber como melhorar. No futebol atual, o desafio é ser competitivo e sustentável. A equipa já é forte, depois veremos o que fazer.”

Sobre Rasmus Hojlund, internacional dinamarquês contratado pelo Nápoles após recusar o Milan no último verão, Allegri mostrou-se satisfeito: “Estou feliz por o treinar. Na última época, escapei-lhe… este ano já o tenho.” Por fim, o técnico comentou a rotação entre os guarda-redes Alex Meret e Vanja Milinkovic-Savic na época anterior: “Temos dois excelentes guarda-redes. Haverá hierarquias, um primeiro e um segundo, mas vou decidir isso durante a pré-temporada.”

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