Malagò confirma decisão iminente para novo selecionador de Itália

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A nomeação do novo selecionador nacional de Itália está iminente, confirmou Giovanni Malagò, presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC). Malagò assegurou que a decisão final será conhecida nos próximos dias, afastando rumores de divergências com o diretor técnico Paolo Maldini e o conselheiro Leonardo. “Quanto tempo falta para o treinador? Só mais uns dias de paciência”, afirmou Malagò, garantindo ainda que “não há conflito, mas tem de haver acordo. No final, eu, Maldini e Leonardo estaremos 100% alinhados”.

O presidente da FIGC revelou que a escolha do novo treinador não depende apenas do mérito desportivo, mas também das limitações orçamentais da federação. “Além de Mancini e Pirlo, podem existir outros nomes,” admitiu. “Aos que dizem para apostar numa grande figura, respondo: mesmo que estivesse interessado, quais seriam as suas exigências? E são compatíveis com as nossas contas? Tenho em conta o salário que resta do Gattuso, que está muito longe das pretensões de uma grande estrela.” Estas palavras foram interpretadas como uma referência a treinadores de renome como Pep Guardiola ou Antonio Conte, sugerindo que um investimento desta dimensão só seria possível no exercício financeiro de 2027.

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Malagò sublinhou ainda que, para a FIGC, o mais importante é o modelo e a metodologia, e não apenas o nome sonante. “Na final, havia dois treinadores, Scaloni e De la Fuente. Scaloni, sem um currículo impressionante, fez uma viagem incrível. De la Fuente vem da formação de jovens. Seja quem for, temos de fixar a organização e a metodologia para que os italianos joguem mais e sejam mais valorizados,” explicou o presidente.

Em paralelo, Malagò comentou a maior polémica fora do campo do último torneio, criticando a intervenção política que levou à anulação da suspensão por cartão vermelho de Folarin Balogun. “Com essa decisão, foi ultrapassada uma linha,” denunciou. “A carta olímpica é muito clara quanto à autonomia. O desporto não pode fazer o seu trabalho completamente sem a política, mas se a política se sobrepõe ao desporto, entramos em fora de jogo.”

A confirmação do novo selecionador italiano é aguardada com grande expectativa, num momento em que a federação procura estabilidade e um projeto sólido, equilibrando ambições desportivas com restrições financeiras. A decisão final poderá marcar o rumo do futebol italiano nos próximos anos, num processo acompanhado atentamente por adeptos e especialistas.

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