Nuno Borges protagonizou uma prestação surpreendentemente fraca na segunda ronda do Estoril Open, despedindo-se dos singulares com uma derrota inesperada. O número um nacional e 48.º do ranking mundial caiu diante do argentino Roman Andrés Burruchaga, 60.º, num jogo marcado por uma exibição muito aquém do seu habitual nível.
O encontro, realizado no Estoril, terminou com o triunfo do argentino por 1-6, 6-3 e 4-6, numa partida em que Borges sentiu grandes dificuldades para impor o seu jogo. Em conferência de imprensa, o tenista português reconheceu a sua prestação abaixo do esperado: “Falhou muita coisa, agora é difícil dizer o porquê. No ano passado, consegui fazer bons jogos, consegui adaptar-me melhor.” Admitiu ainda que durante a partida não conseguiu encontrar o seu ritmo: “Não estava nada contente com o meu nível e estive muito abaixo daquilo que eu treino e do que estou à espera de mim mesmo.”
Borges não hesitou em qualificar o seu desempenho como “desastroso” e explicou as dificuldades sentidas: “Achei que hoje estive muito abaixo daquilo que eu sou como jogador, é a verdade. De certa maneira, não consegui estar com os pés bem assentes na terra, sentir o estádio, sentir a bola, jogar o jogo.” O tenista lamentou a falta de magia no seu jogo e a sensação de apatia: “Às vezes, quanto mais quero, pior é, e sinto que o meu corpo não estava a tremer, mas ficou apático, não tive magia nenhuma na bola e acabei por fazer um jogo inteiro de uma maneira que não é o meu jogo.”
Mesmo com um segundo set conquistado, Borges admitiu que o seu nível continuou aquém do desejado, mas que conseguiu manter a esperança até ao fim: “Apesar de ter sido um jogo abaixo da minha expectativa, ele também estava com dificuldades em jogar. Hoje, simplesmente estava um dia duro de jogar, mas no fim fico contente por ter dado hipótese mentalmente de ter arranjado maneira de competir até ao fim, mas muito pouco satisfeito com aquilo que fiz.”
O desfecho da sua participação no Estoril Open representa uma oportunidade para reflexão e aprendizagem. Nuno Borges deixou claro o seu compromisso em evoluir: “Só tenho que tentar aprender com isto, tenho de arranjar maneira de ganhar estes jogos.” O português terá agora de trabalhar para superar estes momentos difíceis e voltar a apresentar o seu melhor ténis nas próximas competições.
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