Novak Djokovic, uma das maiores lendas do ténis, expressou de forma contundente a sua determinação em confrontar os jovens talentos que dominam atualmente a modalidade. Apesar de ter triunfado em 24 Grand Slams, o sérvio continua a sentir-se motivado para vencer os seus adversários mais novos. Durante o Fanatics Fest de 2026, Djokovic declarou: “Quero dar-lhes uma sova todos os dias da semana”, evidenciando a sua competitividade inabalável.
O tenista de 39 anos reconhece, no entanto, que a evolução dos estilos de jogo dos mais novos, como Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, representa um desafio. “Estes dois rapazes lembram-me tanto de mim, é como se estivesse a jogar contra mim mesmo de há 10 ou 15 anos, e isso dói um pouco”, afirmou Djokovic, enfatizando a necessidade de se adaptar a novas dinâmicas no court. Apesar de saber “como decifrar o código”, a dúvida persiste: “Mas consigo?”.
A temporada de 2026 tem-se revelado particularmente difícil para Djokovic. Com quase três anos sem conquistar um Grand Slam e a sua última vitória no ATP já há quase um ano, o veterano não conseguiu conquistar nenhum título até agora, enfrentando também várias questões físicas. A sua participação em torneios tem sido limitada, tendo apenas jogado cinco competições nesta temporada. Uma lesão no ombro direito durante os Indian Wells Masters afastou-o do circuito por quase dois meses.
A sua melhor prestação este ano foi uma semifinal em Wimbledon, onde Sinner o derrotou em sets diretos. A pressão aumenta, pois o jogador precisa de uma performance forte na época de hard-court para reverter a sua situação. Após Wimbledon, Djokovic optou por uma pausa e não participou em eventos de terra batida, incluindo o Mubadala DC Open, que antecipa o início da época de hard-court.
As expectativas eram altas para o seu regresso no Canadian Open a 2 de agosto, onde estava listado, mas o sérvio decidiu retirar-se do evento a 24 de julho. O motivo principal foi a gestão da carga de trabalho, dado que o US Open se aproxima rapidamente. Com Jannik Sinner também a retirar-se, a diretora do torneio, Valérie Tétreault, expressou a sua desilusão, mas também compreensão face às exigências do calendário dos jogadores: “Respeitamos as suas decisões e entendemos que a saúde dos jogadores deve permanecer a prioridade”.
A ausência de Djokovic, Sinner e Carlos Alcaraz no Canadian Open representa um golpe significativo para o torneio, que já enfrenta desafios antes do seu início. A expectativa agora recai sobre como esta dinâmica afetará o resto da temporada e se outros jogadores de renome decidirão também não participar.
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