Gianni infantino enfrenta críticas e possível substituição na FIFA

Partilhar

A situação de Gianni Infantino, presidente da FIFA, tornou-se insustentável num espaço de tempo surpreendentemente curto. Depois de um momento de glória, ao entregar o troféu da Copa do Mundo a Espanha no início de julho, a sua liderança agora está sob intensa pressão. Infantino enfrenta críticas severas, não apenas do Primeiro-Ministro britânico Andy Burnham, mas também de adeptos do futebol que acreditam que ele não está a cumprir a sua promessa de proteger o desporto.

Os problemas aumentam com a ameaça de boicote às competições da FIFA por parte da UEFA, uma ação que ganhou apoio de outras confederações, como a Concacaf e a AFC. Estas organizações manifestaram um descontentamento profundo em relação à forma como a FIFA está a ser gerida sob a liderança de Infantino. A AFC enfatizou que “este problema vai além de uma única proposta”, referindo-se a falhas nas consultas e processos de tomada de decisão da FIFA que precisam de ser corrigidos.

As fontes indicam que muitos membros da Concacaf estão a perder a confiança na capacidade de Infantino para liderar o futebol, com a situação a ser ainda mais complicada pela recente demissão de Carlos Cordeiro, conselheiro especial de Infantino. Kevin Lamour, o diretor de operações da FIFA, declarou que a administração da FIFA foi “enganada” sobre um projeto específico. Com todas estas pressões, a posição de Infantino parece cada vez mais precária.

Perante esta instabilidade, o futuro de Infantino à frente da FIFA está em dúvida. David Bernstein, ex-presidente da Football Association, comentou que, “numa organização normal, se ele tivesse de recuar devido a algo desta magnitude, provavelmente seria despedido”. No entanto, a natureza da FIFA pode permitir que Infantino continue se mantiver o apoio suficiente das associações nacionais. Jim Boyce, ex-vice-presidente da FIFA, acredita que Infantino ainda pode ter o apoio necessário para ser reeleito, mas admite que a situação é volúvel.

Desde que assumiu a presidência em 2016, Infantino já foi reeleito duas vezes sem oposição, um cenário que se esperava repetir em março próximo. Contudo, com a crescente desconfiança, surgem questões sobre se as cartas de apoio à sua reeleição serão retiradas. Já se sabe de um membro da UEFA que retirou o seu apoio recentemente, o que pode ser um sinal do descontentamento crescente.

Se Infantino não conseguir manter a sua posição, nomes como Victor Montagliani, presidente da Concacaf, começam a surgir como potenciais sucessores. Montagliani, assim como Infantino, foi eleito e poderá ser uma opção viável para liderar a FIFA num momento em que a organização precisa de uma nova direção. A pressão sobre Infantino está a aumentar, e a próxima fase da sua presidência poderá ser decisiva para o futuro da FIFA.


Discover more from Apito Final

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Tabela de Conteúdos

Mais Notícias

Outras Notícias