Nick Kyrgios enfrenta agora a possibilidade de uma suspensão que pode chegar até quatro anos, após ter testado positivo para benzoylecgonina, um metabolito da cocaína. A situação do tenista australiano, que já se encontra sob uma suspensão provisória desde 4 de agosto, gera especulações sobre o tipo de sanção que poderá ser aplicada, dependendo da capacidade de Kyrgios em provar a data da ingestão da substância.
As autoridades estão a avaliar o caso de forma diferente, uma vez que não se trata de uma violação relacionada com substâncias que aumentam o desempenho. De acordo com o insider da BBC, Russell Fuller, o processo de adjudicação depende crucialmente de Kyrgios conseguir demonstrar que consumiu a droga antes de participar no evento de Mallorca. Se conseguir provar isso, a suspensão poderá ser limitada a três meses, permitindo-lhe potencialmente competir ainda este ano.
Por outro lado, se não conseguir demonstrar que a ingestão ocorreu antes do torneio, e se for provado que houve consumo durante a competição, poderá enfrentar uma sanção drástica de até quatro anos. Com 31 anos e uma carreira marcada por lesões, uma suspensão desta magnitude poderá significar o fim da sua trajectória no ténis.
A evolução das regulamentações no ténis em relação a violações de drogas tem sido notável. Em outubro de 2017, Dan Evans também testou positivo para a mesma substância, mas mesmo apresentando evidências de que a ingestão ocorreu antes de qualquer torneio, acabou por receber uma suspensão de um ano. Contudo, as regras mudaram em 2021, permitindo sanções mais leves para consumos fora de competição, como foi o caso de Imran Sibille em 2025.
Após o anúncio do seu teste positivo, Kyrgios não contestou os resultados, assumindo a responsabilidade pelas suas acções e partilhando as suas dificuldades com lesões nos últimos anos. Contudo, o australiano foi bastante crítico em relação a colegas, como Simona Halep, Jannik Sinner e Iga Swiatek, que também enfrentaram problemas de doping, o que lhe trouxe uma onda de críticas nas redes sociais. Halep, por exemplo, lembrou-o de não aumentar o sofrimento de quem já está a passar por dificuldades.
Kyrgios, que se destacou por exigir um desporto limpo e por nunca ter falhado um teste de doping, viu-se agora no centro da polémica, uma reviravolta que não passou despercebida. Após o escândalo, o ex-número 13 do mundo afastou-se das redes sociais até que as suas questões legais sejam resolvidas, conforme revelou numa mensagem emotiva no Instagram.
Desde 2022, Kyrgios tem lutado com várias lesões, tendo disputado apenas dez partidas. O futuro do australiano no ténis profissional está agora em jogo, com a expectativa de que a situação se esclareça nos próximos meses.
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