# 74 jogadores do Mundial chegam exaustos após três épocas sem pausa

- URL: https://apitofinal.pt/internacional/74-jogadores-do-mundial-chegam-exaustos-apos-tres-epocas-sem-pausa/
- Publicado: 2026-06-11T14:34:48+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:44:32+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Internacional

## Artigo

O calendário do futebol internacional atingiu níveis absolutamente insanos, deixando as principais estrelas mundiais à beira do esgotamento físico. Quando se pensava que o verão de 2025 poderia ser finalmente sinónimo de descanso para os craques, a [FIFA](https://apitofinal.pt/internacional/mundial-sob-influencia-de-trump-reflecte-futebol-marcado-por-tensao-global/) decidiu encher o calendário com um Mundial de Clubes alargado, empurrando dezenas de jogadores para uma maratona sem precedentes de encontros de alto nível, sem espaço para respirar.

Os números são arrepiantes: 74 jogadores que estão actualmente a disputar o [Campeonato](https://apitofinal.pt/internacional/mundial-2026-arranca-hoje-com-mexico-e-africa-do-sul-no-jogo-inaugural/) do Mundo participaram, há poucas semanas, no Mundial de Clubes nos Estados Unidos. Muitos deles vêm de três anos consecutivos sem uma pausa digna desse nome, sacrificando férias e recuperação em prol de um calendário insaciável. De acordo com uma análise detalhada aos minutos jogados pelos elementos das dez selecções melhor cotadas no ranking [FIFA](https://apitofinal.pt/internacional/senesi-chamado-pela-argentina-para-o-mundial-apos-lesao-de-balerdi/), há equipas que chegam já de rastos à principal competição de selecções.

[O MUNDIAL 2026 VIVE-SE COM A LEGO](https://www.lego.com/pt-pt/categories/football/football-gifts-toys)

A França lidera destacada a lista dos plantéis mais massacrados: os comandados de [Didier Deschamps](https://apitofinal.pt/internacional/ranking-do-mundial-2026-todas-as-48-seleccoes-analisadas/) somam uns impressionantes 1.341 jogos – um total de 98.895 minutos em campo, mais do que qualquer outra selecção. Maxence Lacroix, central do Crystal Palace, é o jogador francês mais utilizado, com 58 jogos como titular e 5.009 minutos nas pernas, embora nem sequer seja considerado primeira escolha. Já Michael Olise, avançado do [Bayern Munique](https://apitofinal.pt/internacional/man-city-reage-a-interesse-do-real-madrid-e-oferece-novo-contrato-a-gvardiol/) e ex-Palace, soma 65 presenças, maioritariamente como suplente utilizado, totalizando 4.942 minutos. Vale a pena sublinhar que 11 jogadores franceses participaram no Mundial de Clubes, igualando Portugal e só atrás da Alemanha, que enviou 12 representantes para o torneio norte-americano.

>  [Ver esta publicação no Instagram](https://www.instagram.com/reel/DZ7hZO3II7G/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=loading)[Uma publicação partilhada por AutoGear (@autogear.pt)](https://www.instagram.com/reel/DZ7hZO3II7G/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=loading)

Portugal, orientado por [Roberto Martínez](https://apitofinal.pt/nacional/roberto-martinez-destaca-epoca-de-joao-felix-e-ambicao-no-mundial/), surge logo atrás, com 1.299 jogos e 96.405 minutos acumulados. Caso Bruno Fernandes e Diogo Dalot tivessem tido mais encontros nas taças ao serviço do [Manchester United](https://apitofinal.pt/internacional/chelsea-prepara-proposta-de-100-milhoes-por-arda-guler-do-real-madrid/) – que ficou fora das competições europeias e caiu cedo nas taças inglesas –, os números lusos poderiam até ameaçar a liderança francesa. Vitinha, médio do PSG, foi o mais utilizado, alinhando em 66 partidas, impulsionado pela presença na final do Mundial de Clubes e pela conquista da Liga dos Campeões. Já Cristiano Ronaldo, mesmo prestes a completar 40 anos, continua a ser inamovível: titular nos 44 jogos realizados por Al Nassr e Portugal.

A Inglaterra fecha o pódio das selecções mais desgastadas. O plantel de Thomas Tuchel totaliza 1.304 encontros, embora com menos jogos a titular (1.051) do que Portugal. O capitão Harry Kane, prestes a celebrar 33 anos, preocupa os adeptos e o staff técnico: disputou 63 jogos pelo Bayern Munique, colocando em causa a sua frescura física para o Mundial. Morgan Rogers é, no entanto, o mais utilizado, com 64 jogos e 5.037 minutos repartidos entre [Aston Villa](https://apitofinal.pt/nacional/bernardo-silva-perto-do-real-madrid-a-pedido-de-jose-mourinho/) e selecção inglesa. Notável é também o facto de a Inglaterra apresentar sete jogadores com mais de 50 jogos a titular, mais do que qualquer outra selecção.

A Alemanha, com o central do Bayern Jonathan Tah a liderar nos minutos jogados (4.923), e o Brasil, onde Léo Pereira (Flamengo) atingiu uns estrondosos 5.559 minutos, também surgem entre os mais sacrificados. No caso brasileiro, Vinicius Junior lidera em presenças, chegando aos 67 jogos na época. Curiosamente, o Brasil só tem três jogadores com mais de 50 jogos a titular, o que pode permitir uma melhor gestão do desgaste em condições climatéricas adversas.

A Argentina, campeã em título, apresenta um cenário mais equilibrado. [Apenas](https://apitofinal.pt/nacional/hwang-in-beom-lidera-reviravolta-da-coreia-do-sul-frente-a-chequia-no-mundial/) quatro jogadores ultrapassaram as 50 titularidades, com destaque para José Manuel López (Palmeiras), que realizou uns incríveis 76 jogos (59 como titular) e 5.174 minutos, praticamente igualando Enzo Fernández (Chelsea), com 5.173 minutos em 65 jogos. [Lionel Messi](https://apitofinal.pt/internacional/messi-ronaldo-e-salah-preparam-se-para-a-ultima-aparicao-no-mundial/), a lenda viva que completa 39 anos em breve, entra no Mundial com 51 jogos somados, apenas três deles como suplente utilizado.

A importância destes números não se esgota nas estatísticas: a fadiga acumulada pode ser o factor decisivo na luta pelo troféu. Equipas sobrecarregadas arriscam lesões, quebras de rendimento e eliminações precoces. E os próprios jogadores não escondem o desconforto. Após a final do Mundial de Clubes, Vitinha foi direto: “Sinto que o corpo pede descanso, mas não há tempo para parar.” O internacional português sublinhou que “este ritmo não é sustentável para ninguém”. Também Harry Kane, já durante a preparação para o Mundial, admitiu: “Chegamos ao limite físico e mental. Só espero não pagar a factura nos momentos decisivos.”

Com o arranque do Mundial, todas as atenções viram-se agora para a capacidade de gestão física dos treinadores e para a resposta dos jogadores mais utilizados. As selecções com maior profundidade de plantel poderão beneficiar de uma rotação eficaz, enquanto os favoritos carregam o peso de épocas intermináveis nas pernas. O debate sobre o calendário internacional está mais aceso do que nunca: até quando resistirão os melhores do mundo a este autêntico massacre competitivo? O Mundial deste ano pode muito bem ser decidido não pelo talento, mas pela frescura física de quem conseguir sobreviver até ao [fim](https://apitofinal.pt/modalidades/golf/rory-mcilroy-e-scottie-scheffler-falham-canadian-open-2026-em-toronto/).

[AGORA PODE ACOMPANHAR](https://apitofinal.pt/nacional/roberto-martinez-satisfeito-apos-vitoria-de-portugal-ante-a-nigeria/) O MUNDIAL DE FUTEBOL COM TODA INFORMAÇÃO – [AQUI](https://mundialfutebol.com/)
