# Ancelotti – “Não começámos bem. A equipa estava um pouco ansiosa e perdeu muitas bolas e duelos”

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- Publicado: 2026-06-14T10:31:43+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:44:01+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Internacional
- Tags: Carlo Ancelotti

## Em resumo

- O Brasil empatou 1-1 com Marrocos na estreia do Mundial 2026, num jogo marcado por nervosismo e falta de inspiração, sobretudo na primeira parte.
- Ancelotti admitiu que a equipa esteve ansiosa, perdeu muitas bolas e duelos, e que a exibição, especialmente na primeira parte, não foi boa.
- O técnico insistiu que não se ganha um Mundial com base no primeiro jogo, que o resultado não é mau, mas que a equipa tem de melhorar para passar o grupo.

## Artigo

O Brasil tremeu na estreia do Mundial 2026, ao consentir um empate a uma bola frente a Marrocos, numa exibição marcada por nervosismo e falta de inspiração, especialmente durante a primeira parte. [Carlo Ancelotti](https://apitofinal.pt/internacional/italianos-amargam-ausencia-no-mundial-2026-e-tecnicos-falham-na-estreia/), o experiente seleccionador da canarinha, não escondeu a insatisfação com o desempenho, mas procurou tranquilizar adeptos e jogadores ao afirmar que “o resultado não é mau”, deixando claro que a caminhada no [Campeonato](https://apitofinal.pt/internacional/liverpool-ultrapassa-manchester-united-por-bazoumana-toure-avaliado-em-e50m/) do Mundo está longe de terminada.

No primeiro jogo do Grupo F, disputado este sábado, o Brasil viu-se em dificuldades perante uma selecção marroquina organizada e perigosa nas transições, que soube explorar as fragilidades do meio-campo sul-americano. O golo inaugural dos africanos colocou pressão adicional sobre os brasileiros, que só na segunda metade conseguiram reagir e restabelecer a igualdade, evitando assim um desaire logo na estreia. Ancelotti reconheceu: “Foi um jogo difícil e combativo contra uma boa equipa. Na primeira parte, não fizemos um bom jogo. Na segunda, fomos melhores. Temos de melhorar. Algo em específico? Não”.

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A importância deste empate vai muito além do simples resultado. O Brasil, uma das selecções favoritas à conquista do troféu, entra assim no Mundial a tropeçar, levantando questões sobre a preparação do plantel e a capacidade de lidar com adversários que apostam na solidez defensiva e na velocidade no contra-ataque. Com apenas um ponto somado, a margem de erro reduz-se automaticamente para os jogos seguintes, tornando obrigatória uma resposta mais convincente já na próxima jornada. A pressão aumenta, tanto sobre os jogadores como sobre Ancelotti, cuja escolha e disposição táctica estão já a ser alvo de escrutínio intenso por parte da crítica e dos adeptos brasileiros.

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Depois do apito final, Ancelotti expôs sem rodeios o que correu mal: “Não começámos bem. A equipa estava um pouco ansiosa e perdeu muitas bolas e duelos. Temos de aceitar as críticas, porque não fizemos uma boa exibição, sobretudo na primeira parte, no qual não conseguimos encontrar o nosso equilíbrio. Foi difícil, porque Marrocos tem uma boa selecção, saiu da nossa pressão e fez transições perigosas. Podíamos ter mais controlo. Não podemos perder a confiança. Não se ganha um Mundial com base no primeiro jogo. Na estreia num [Campeonato](https://apitofinal.pt/internacional/vinicius-junior-marca-no-empate-com-marrocos-e-e-eleito-melhor-em-campo/) do Mundo, tudo pode acontecer e não iríamos estar perfeitos. O resultado não é mau, mas não estou satisfeito. Lutámos até ao último minuto e tenho bastante claro o que temos de melhorar”. O técnico italiano insistiu ainda na necessidade de trabalho e evolução: “Há que continuar a trabalhar para ter a equipa mais equilibrada e agressiva na frente e preparar bem para o próximo jogo. O objectivo é passar este grupo, e conseguir a qualificação para a fase a eliminar e melhorar com o tempo”.

Olhando para o futuro, o Brasil tem agora a obrigação de mostrar outro tipo de atitude e eficácia, sob pena de comprometer a tão desejada passagem aos oitavos-de-final. Ancelotti terá de afinar a máquina ofensiva, corrigir a ansiedade visível entre os jogadores e encontrar soluções que garantam maior estabilidade a meio-campo, onde Marrocos conseguiu explorar demasiados espaços. O próximo jogo será decisivo para perceber se esta selecção tem realmente estofo de campeã, ou se ficará pelo caminho mais cedo do que o esperado. O empate de hoje serve de alerta: as fragilidades existem, e só com uma resposta à altura será possível manter vivo o sonho do hexacampeonato. Para já, o Brasil continua de olhos postos na qualificação, mas o aviso ficou dado – neste Mundial, não há espaço para deslizes.

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