# Argentina persegue título consecutivo no Mundial 2026 sob pressão máxima

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- Publicado: 2026-06-16T08:50:58+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:43:14+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Internacional

## Em resumo

- A Argentina, campeã em título, procura revalidar o troféu no Mundial 2026, sob enorme pressão, num feito só repetido pelo Brasil há mais de seis décadas.
- O plantel de Lionel Scaloni mantém praticamente a base de 2022, com estreia na fase de grupos frente a Áustria, Argélia e Jordânia.
- Messi, de 38 anos, pode disputar o último Mundial e procura o recorde de golos em Mundiais, pertencente a Miroslav Klose.

## Artigo

O peso de ser campeão do mundo nunca foi tão esmagador como agora para a Argentina, que chega ao Mundial 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México com a obsessão de revalidar o troféu conquistado no Qatar. Só uma vitória consecutiva dará para satisfazer as expectativas de uma nação que respira futebol, uma tarefa que apenas o Brasil, há mais de seis décadas, conseguiu repetir. O plantel liderado por [Lionel Scaloni](https://apitofinal.pt/internacional/messi-recuperado-e-pronto-para-defrontar-argelia-no-mundial-confirma-scaloni/) carrega a honra e a pressão de tentar um feito raríssimo, sob o olhar atento de milhões.

A selecção argentina, campeã em título, aterra na [América](https://apitofinal.pt/internacional/mundial-2026-pode-ser-chave-para-futuro-da-mls-apos-era-messi/) do Norte com uma base praticamente inalterada em relação à de 2022, reforçada pelo triunfo recente na Copa América de 2024 e por uma qualificação para o Mundial sem sobressaltos. Lionel Scaloni, o timoneiro que devolveu a glória a Buenos Aires, aposta claramente na continuidade, mantendo o núcleo duro que tão bem funcionou no Qatar. O combinado albiceleste vai enfrentar, na fase de grupos, Áustria, Argélia e Jordânia, adversários teoricamente acessíveis, mas o grande teste estará reservado para as fases a eliminar, quando poderão cruzar-se com potências como França, Brasil ou Espanha.

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O significado deste Mundial para a Argentina vai muito além do simples desejo de conquistar mais uma estrela. Para [Lionel Messi](https://apitofinal.pt/internacional/mbappe-e-kane-lideram-corrida-a-bota-de-ouro-no-mundial-2026/), a lenda viva da modalidade, este será quase de certeza o último capítulo na maior montra do futebol mundial. Depois de ter levantado o troféu em 2022 e de somar já oito Bolas de Ouro, o astro de 38 anos procura não só o bicampeonato, mas também o recorde absoluto de golos em Mundiais, que pertence atualmente a Miroslav Klose. Mais quatro tentos e Messi escreverá mais uma página dourada na sua carreira, a jogar em território familiar, já que representa o Inter Miami. “Este Mundial é especial, pode ser o último. Quero desfrutar ao máximo, ajudar a minha equipa e lutar por tudo”, afirmou Messi em entrevista antes do arranque da competição, ciente do peso emocional que carrega cada vez que entra em campo.

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Apesar da aura de favoritismo, paira sobre a Argentina uma sensação de falsa segurança. A selecção de Scaloni brilhou na qualificação sul-americana, mas a verdade é que, desde outubro, só enfrentou adversários de segundo plano em jogos particulares: Venezuela, Porto Rico, Angola, Mauritânia, Zâmbia, Honduras e Islândia. Todos esses encontros foram vitórias fáceis, mas sem verdadeiro teste de fogo. “Temos de estar preparados para qualquer adversidade, porque os jogos grandes só vêm depois”, alertou o médio Enzo Fernández, questionado sobre a falta de confrontos com selecções do topo mundial. Esta opção por não defrontar equipas de elite antes do Mundial pode revelar-se um erro estratégico, caso a equipa seja apanhada de surpresa por adversários mais fortes nas rondas decisivas.

A par da pressão desportiva, o plantel argentino vive também sob o olhar atento do mercado de transferências, que decorre em simultâneo com o torneio. Vários nomes do onze campeão estão no centro das atenções: Julián Álvarez, do Atlético de Madrid, tem sido alvo de negociações intensas com o Barcelona e o Real Madrid; Enzo Fernández prepara-se para sair do Chelsea, com vários gigantes espanhóis atentos à sua situação; Cristian Romero poderá mudar de ares e Alexis Mac Allister tem sido fortemente associado ao Liverpool. A instabilidade provocada por estas movimentações pode ter impacto no rendimento de alguns jogadores, que tentam manter o foco no objectivo comum.

Com a fasquia no máximo, resta saber se a Argentina conseguirá gerir a pressão de ser campeã em título, dar a Messi a despedida que o mundo deseja e vencer as batalhas fora das quatro linhas. Caso ultrapasse os primeiros testes sem sobressaltos, a equipa ganhará moral para encarar os gigantes europeus e sul-americanos nos quartos ou meias-finais, onde o rigor táctico e a experiência serão decisivos. Se Messi e companhia voltarem a erguer o troféu, entrarão definitivamente no restrito panteão dos imortais do futebol mundial. Até lá, cada minuto será vivido com intensidade máxima, num Mundial que promete ser explosivo para a albiceleste.

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