# Bélgica empata sem golos frente ao Irão e mantém-se invicta no mundial

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- Publicado: 2026-06-21T22:22:21+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:33:50+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Internacional
- Tags: Campeonato do Mundo da FIFA, Kevin De Bruyne, Maxim De Cuyper, Romelu Lukaku

## Em resumo

- O Irão empatou sem golos com a Bélgica em Los Angeles, mantendo o Grupo G em aberto.
- A Bélgica esteve reduzida a dez jogadores durante mais de vinte minutos, após a expulsão de Nathan Ngoy aos 67 minutos.
- O guarda-redes iraniano Alireza Beiranvand brilhou, com quatro grandes defesas, incluindo a negação a De Cuyper nos minutos finais.

## Artigo

Surpresa absoluta em Los Angeles: a [Bélgica](https://apitofinal.pt/internacional/irao-garante-empate-historico-frente-a-belgica-de-dez-jogadores/), reduzida a dez jogadores durante mais de vinte minutos, não conseguiu furar a muralha iraniana e acabou travada num empate sem golos, deixando o Grupo G do Mundial em aberto e a selecção persa a sonhar com o impossível. O Irão mostrou uma resiliência impressionante frente a uma Bélgica que se apresentou com nomes históricos no onze inicial, mas que esbarrou repetidamente na determinação asiática e na inspiração do guarda-redes [Alireza Beiranvand](https://apitofinal.pt/nacional/beiranvand-assombra-belgica-com-defesa-candidata-a-melhor-do-mundial/).

O jogo, disputado no relvado californiano, tinha como foco mediático o regresso de Romelu Lukaku ao onze titular da Bélgica – o avançado de 33 anos não era titular por clube ou selecção desde 9 de Junho do ano passado, tornando-se agora o terceiro jogador mais internacional de sempre dos Diabos Vermelhos. Do lado iraniano, Amir Ghalenoei fez história ao lançar o onze inicial mais velho de sempre em Mundiais desde 1966, com uma média de idades de 32 anos e 181 dias. A experiência falou mais alto nas escolhas, mas não impediu que o Irão passasse grande parte do primeiro tempo encostado à sua área.

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A Bélgica entrou forte e logo aos sete minutos ameaçou com Maxim De Cuyper, após uma jogada iniciada por Kevin De Bruyne, mas encontrou sempre pela frente um Beiranvand em noite inspirada. Contudo, foi o Irão quem quase gelou o estádio ao minuto 14, quando Hossein Kanani obrigou [Thibaut Courtois](https://apitofinal.pt/internacional/courtois-e-beiranvand-brilham-no-empate-entre-belgica-e-irao-a-jogar-com-dez/) a uma defesa monumental, no que foi o primeiro grande aviso da equipa asiática. Os belgas responderam com domínio total da posse de bola, mas continuaram a falhar na eficácia, com Youri Tielemans a ver o guarda-redes iraniano desviar para canto mais um remate perigoso. O susto maior chegou pouco depois, quando Ehsan Hajsafi, num livre inteligente, serviu Mehdi Taremi para um golo que foi anulado por fora-de-jogo após intervenção do VAR.

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Até ao intervalo, o filme repetiu-se: Bélgica a carregar e Irão a segurar, com Beiranvand a brilhar novamente perante De Cuyper, que apareceu solto na área após passe milimétrico de Tielemans. No segundo tempo, o cenário manteve-se, mas o Irão foi crescendo e criando perigo em transições rápidas. Courtois teve de se aplicar para travar um voleio de Taremi, mostrando porque é considerado um dos melhores guarda-redes do mundo. A Bélgica desperdiçou a ocasião de ouro aos 59 minutos, quando De Bruyne serviu De Cuyper isolado na pequena área, mas, incrivelmente, Beiranvand voltou a negar o golo.

O momento decisivo surgiu ao minuto 67, quando Nathan Ngoy, pressionado por Taremi, atrasou mal a bola e acabou por derrubar o avançado iraniano, vendo o cartão vermelho directo do árbitro argentino Dario Herrera. A expulsão mudou o rumo do jogo, mas o Irão, mesmo com um homem a mais, não conseguiu capitalizar, mostrando alguma falta de criatividade no último terço. Nos minutos finais, De Cuyper ainda tentou o golo da vitória para os belgas, mas Beiranvand assinou a sua quarta grande defesa da noite, segurando o empate.

No final do encontro, Amir Ghalenoei, seleccionador do Irão, não escondeu o orgulho nos seus jogadores: “Mostrámos ao mundo que o Irão tem qualidade para competir com os melhores. Este ponto é muito importante para as nossas aspirações”, afirmou na flash interview. Do lado belga, Kevin De Bruyne lamentou a falta de eficácia: “Criámos oportunidades suficientes para vencer, mas não fomos eficazes. Agora temos de reagir no próximo jogo”, declarou o médio.

Este empate deixa a Bélgica obrigada a vencer no último jogo da fase de grupos para garantir o apuramento, enquanto o Irão, invicto nos dois primeiros jogos, alimenta o sonho de uma inédita presença nos oitavos-de-final. A solidez defensiva persa e a capacidade de sofrimento mostrada perante uma selecção de topo deixam claros avisos aos próximos adversários. O Grupo G está ao rubro e qualquer deslize pode ser fatal. Nos próximos dias, a pressão vai aumentar sobre o plantel belga, enquanto o Irão sente o sabor da esperança histórica. O Mundial ganha assim um novo protagonista, inesperado, mas cada vez mais respeitado.

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