# Gianni infantino poderia ganhar seis vezes mais com proposta polémica

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- Publicado: 2026-08-02T11:22:39+00:00
- Atualizado: 2026-08-02T11:27:28+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Internacional

## Em resumo

- Segundo o The Times, Gianni Infantino poderia ter um salário de cerca de 30 milhões de dólares anuais se a sua proposta para atrair investidores privados ao Mundial tivesse avançado.
- A proposta Forward Enterprise (FFE), que previa a venda de participações comerciais do torneio, gerou forte descontentamento, incluindo ameaças de boicote por parte da UEFA, e foi abandonada.
- Infantino defendeu que o projeto era apenas um "exercício de consulta", enquanto a UEFA expressou perda de confiança na liderança da FIFA.

## Artigo

[Gianni Infantino](https://apitofinal.pt/nacional/javier-tebas-defende-saida-de-infantino-da-lideranca-da-fifa/), presidente da FIFA, viu-se envolvido em uma polémica que poderia ter elevado o seu salário para cerca de 30 milhões de dólares anuais, caso a sua proposta para atrair investidores privados ao [Campeonato](https://apitofinal.pt/internacional/messi-regressa-ao-inter-miami-num-empate-emocionante-com-columbus/) do Mundo tivesse avançado. De acordo com o The Times, o plano controverso, agora abandonado, permitiria a Infantino arrecadar dezenas de milhões de euros, um valor substancialmente superior aos 4,1 milhões de euros que recebe atualmente.

A proposta, conhecida como Forward Enterprise (FFE), previa a venda de participações comerciais do Mundial a investidores, o que provocou um forte descontentamento entre várias federações-membro, incluindo a UEFA, que ameaçou boicotar o torneio. Após a onda de críticas, Infantino decidiu recuar, o que foi saudado pela UEFA, embora a instituição tenha expressado a sua perda de confiança no presidente da FIFA. “Não podemos continuar assim com esquemas secretos, em prazos acelerados, engendrados por indivíduos sem rosto e de benefício duvidoso para o jogo. Temos de identificar os responsáveis e responsabilizá-los”, afirmou um porta-voz da UEFA.

Infantino, por sua vez, defendeu-se das críticas, descrevendo o projeto como um “exercício de consulta” e reiterou o seu objetivo de “unir e melhorar”. “O nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Como resultado, esta proposta não avançará”, afirmou o dirigente em resposta ao tumulto gerado em torno do plano.

A desistência de Infantino de seguir em frente com a proposta levanta questões sobre a sua liderança e a confiança que as federações têm na gestão da FIFA. Este episódio poderá ter repercussões significativas na forma como a FIFA se relaciona com as entidades desportivas e os investidores no futuro. Enquanto isso, o foco recai sobre a necessidade de transparência e responsabilidade na administração do futebol mundial, um tema que continua a ser crítico à medida que o desporto evolui.
