# Luka Modric procura novo capítulo contra Inglaterra no Mundial 2026

- URL: https://apitofinal.pt/internacional/luka-modric-procura-novo-capitulo-contra-inglaterra-no-mundial-2026/
- Publicado: 2026-06-16T12:40:31+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:43:02+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Internacional
- Tags: Arsenal, Croácia, Luka Modric

## Em resumo

- Luka Modric, agora com 40 anos, deverá defrontar a Inglaterra no Mundial 2026, em Dallas, possivelmente a sua última grande competição internacional.
- Desde 2006, croatas e ingleses cruzaram-se mais oito vezes, com Modric ausente apenas num desses jogos, a derrota por 5-1 em 2009.
- Modric soma 199 internacionalizações pela Croácia e está prestes a atingir os 200 jogos, com a equipa mais envelhecida e pragmática.

## Artigo

Luka Modric prepara-se para mais um duelo histórico contra a Inglaterra, uma selecção que tem perseguido e atormentado ao longo de quase duas décadas. O médio croata, agora com 40 anos, irá defrontar novamente os ingleses no Mundial 2026, em [Dallas](https://apitofinal.pt/internacional/inglaterra-perde-tino-livramento-por-lesao-antes-do-mundial-chalobah-chamado/), naquela que poderá ser a sua última grande prestação internacional antes da retirada. O palco está montado para um novo capítulo na saga pessoal de Modric frente aos Três Leões, depois de duas décadas a ser o pesadelo de gerações de jogadores e adeptos ingleses.

Tudo começou em 11 de Outubro de 2006, num mítico jogo de qualificação para o Europeu, em Zagreb, que ficou marcado não só pelo desastre inglês, mas também por um momento insólito: enquanto Gary Neville recuava a bola para Paul Robinson, o esférico ressaltou de forma traiçoeira e acabou no fundo das redes, com a imagem de Borat a surgir nos painéis publicitários do estádio Maksimir. Modric, então um jovem de apenas 21 anos, já somava a sua 11.ª internacionalização e foi titular durante os 90 minutos na vitória por 2-0. Na altura, Tony Blair ainda estava em Downing Street, o Arsenal tinha acabado de se mudar para o Emirates e Pep Guardiola pendurava as chuteiras após uma passagem pelo México.

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Este momento marcou o início de uma era dourada para a Croácia, com Modric a tornar-se, com o passar dos anos, o verdadeiro símbolo da selecção. Não se pode falar numa geração Modric, pois os colegas foram mudando, mas ele manteve-se sempre como o pilar, o líder e o rosto de uma equipa que elevou o nome de um país pequeno à elite do futebol mundial. A Inglaterra foi frequentemente uma vítima de eleição. Desde 2006, croatas e ingleses cruzaram-se mais oito vezes, com Modric a falhar apenas um desses encontros por lesão – precisamente a pesada derrota por 5-1 em 2009. Dois desses jogos, porém, tornaram-se lendários.

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Um ano após o episódio de Borat, em Wembley, a Croácia – já apurada para o Europeu e sem nada a perder – derrotou uma Inglaterra que apenas precisava de um empate. A vitória, liderada por Slaven Bilic, ficou para sempre conhecida pelo episódio do “wally with a brolly”, com o seleccionador inglês [Steve McClaren](https://apitofinal.pt/internacional/inglaterra-procura-vinganca-diante-da-croacia-no-arranque-do-mundial/) e o seu famoso guarda-chuva a simbolizarem a humilhação. Modric, que na altura tinha acabado de assinar pelo Tottenham, ainda não era o jogador mentalmente indestrutível que viria a ser, mas esta vitória deu à Croácia um impulso psicológico fundamental.

O outro momento decisivo foi no Mundial 2018, na Rússia, quando a Croácia eliminou a Inglaterra nas meias-finais, virando o resultado no prolongamento e carimbando a inédita presença na final. Modric, já então campeão europeu pelo [Real Madrid](https://apitofinal.pt/internacional/antonio-rudiger-renova-com-o-real-madrid-ate-2027-apesar-de-papel-reduzido/) e Bola de Ouro, era o líder indiscutível de uma equipa forjada na resiliência, cada vez mais moldada pela sua mentalidade de nunca desistir.

Às vésperas do reencontro em Dallas, Modric soma 199 internacionalizações e está prestes a atingir o marco simbólico dos 200 jogos pela Croácia. A selecção croata apresenta-se, porém, mais envelhecida e menos exuberante, adoptando uma postura mais defensiva e pragmática, como ficou claro no recente particular frente à Bélgica. Modric, prestes a completar 41 anos, permanece o cérebro da equipa, mas não esconde que este poderá ser o seu último grande torneio internacional.

Apesar da idade, ninguém ousa apostar contra Modric quando o adversário é a Inglaterra. “A história mostra que somos capazes de surpreender quando menos se espera”, afirmou o médio, antes do jogo, sublinhando a confiança que a equipa tem em si própria. Questionado sobre o impacto dos seus duelos com a selecção inglesa, Modric comentou: “São sempre jogos especiais. A Inglaterra tem grandes jogadores, mas nós também temos as nossas armas.”

Os próximos dias serão decisivos não só para o destino das duas selecções, mas também para o legado de uma das maiores figuras do futebol europeu do século XXI. Uma última dança em Dallas poderá selar de vez o estatuto lendário de Modric perante os adeptos croatas e, quem sabe, voltar a mergulhar a Inglaterra num novo pesadelo. O mundo do futebol estará de olhos postos nesta batalha épica: conseguirá Luka Modric escrever mais uma página dourada da sua carreira e, uma vez mais, travar o sonho inglês? Tudo indica que, enquanto houver um Modric dentro de campo, a Inglaterra nunca poderá dar nada por garantido.

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