# Messi celebra, Congo dança e estatísticas marcam 24 jogos do Mundial

- URL: https://apitofinal.pt/internacional/messi-celebra-congo-danca-e-estatisticas-marcam-24-jogos-do-mundial/
- Publicado: 2026-06-18T22:23:56+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:41:32+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Internacional
- Tags: África do Sul, Lionel Messi

## Em resumo

- Messi marcou um hat-trick frente à Argélia, e as primeiras 24 partidas do Mundial revelam tendências surpreendentes nos números.
- Foram registados nove empates em 24 jogos, uma novidade estatística, com equipas favoritas a dominarem a posse sem converter remates em golos.
- Os outsiders mostram agora organização defensiva e maturidade tática, enquanto os favoritos precisam de mais eficácia nas zonas de decisão.

## Artigo

[Lionel Messi](https://apitofinal.pt/internacional/tarik-muharemovic-expulso-deixa-bosnia-reduzida-a-10-frente-a-suica/) voltou a ser o protagonista absoluto ao rubricar um hat-trick frente à Argélia, mas o verdadeiro espectáculo está nos números que emergem das primeiras 24 partidas do Mundial, oferecendo uma perspetiva inédita sobre quem domina, quem desilude e quem surpreende. O que dizem realmente os dados acumulados após todos os 48 países terem finalmente entrado em campo? Prepare-se para descobrir estatísticas que desmontam mitos, revelam tendências e lançam alertas à navegação para gigantes e outsiders.

Desde o arranque da competição, assistiu-se a momentos icónicos: Messi a celebrar intensamente, os jogadores da [República Democrática](https://apitofinal.pt/nacional/yoane-wissa-faz-historia-com-primeiro-golo-da-rd-congo-num-mundial/) do Congo a dançar após uma vitória inesperada, e Dailon Livramento, de [Cabo Verde](https://apitofinal.pt/nacional/nico-williams-superou-pubalgia-e-promete-ajudar-espanha-no-mundial-2026/), a desafiar a Espanha com uma entrega sem precedentes. Os factos confirmam que a primeira ronda de encontros trouxe de tudo: do domínio total de favoritos à frieza táctica de equipas consideradas pequenas, passando por autênticos desastres defensivos e exibições irrepreensíveis de guarda-redes.

[O MUNDIAL 2026 VIVE-SE COM A LEGO](https://www.lego.com/pt-pt/categories/football/football-gifts-toys)

No México 2–0 [África do Sul](https://apitofinal.pt/internacional/guillermo-ochoa-volta-a-ficar-no-banco-frente-a-coreia-do-sul/), a equipa norte-americana avançou em campo ao ritmo mais lento do torneio, sem qualquer pressa, perante uma África do Sul inofensiva. Ironia das ironias, os sul-africanos terminaram o jogo com tantos cartões vermelhos como toques na área adversária, revelando a sua absoluta incapacidade ofensiva. No embate Coreia do Sul 2–1 Chéquia, um lançamento lateral de Vladimir Coufal permitiu à Chéquia inaugurar o marcador, mas foi o golo de Hwang In-beom, coroando uma sequência de 25 passes, que entrou para o top das jogadas mais longas a originar um golo desde 1966.

>  [Ver esta publicação no Instagram](https://www.instagram.com/reel/DZ7hZO3II7G/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=loading)[Uma publicação partilhada por AutoGear (@autogear.pt)](https://www.instagram.com/reel/DZ7hZO3II7G/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=loading)

O Canadá 1–1 Bósnia e Herzegovina expôs a dependência dos bósnios nas bolas paradas — sete dos seus oito remates resultaram de lances desse tipo —, enquanto os canadianos desperdiçaram oportunidades em catadupa. Os Estados Unidos golearam o Paraguai por 4–1, contrariando todas as previsões dos analistas, ao permitirem 53 toques dos paraguaios na sua área — número só superado por Curaçau frente à Alemanha, que acabou derrotada por uns estrondosos 7–1.

O empate entre gigantes e “underdogs” tornou-se rotina: Portugal, Espanha, Suíça, Turquia e Uruguai dominaram a posse de bola e a precisão de passe, mas falharam no mais importante — transformar remates em golos. Espanha, por exemplo, registou uma média de 0,08 xG por remate, inferior até a equipas do fundo da [Premier League](https://apitofinal.pt/internacional/cavani-deixa-boca-juniors-mas-descarta-fim-da-carreira/) como o Burnley. Os outsiders endureceram defensivamente, provando que já não são presas fáceis.

A prestação do Brasil, que empatou 1–1 com Marrocos, revelou uma equipa criativa, mas vulnerável no meio-campo, com Vinícius Júnior a mostrar-se decisivo sempre que lhe entregam a bola. Carlo Ancelotti, treinador de Marrocos, foi decisivo ao travar o ataque canarinho com ajustes ao intervalo.

Nove empates em 24 jogos representam uma novidade estatística: nunca houve tanta paridade nesta fase inicial. O Haiti 0–1 Escócia foi o jogo mais equilibrado, com ambas as equipas a registarem exatamente 1,05 xG.

A disparidade de valores também ficou patente: a Alemanha, cuja equipa inicial valia mais €559 milhões do que a de Curaçau, confirmou o favoritismo com uma vitória esmagadora. Já o Japão, que empatou 2–2 com os Países Baixos, marcou dois golos com apenas 19 toques na área adversária — um feito notável.

Os jogos resolvidos ao cair do pano também marcaram esta fase: Amad Diallo e Caleb Yirenkyi garantiram triunfos para Costa do Marfim e Gana nos últimos minutos, frustrando os adversários. A Suécia goleou a Tunísia por 5–1, mas os números indicam um resultado enganador — a Suécia superou o seu xG em 3,67 golos, o maior desvio até agora.

No Bélgica 1–1 Egipto, Romelu Lukaku entrou e, em menos de cinco minutos, forçou um autogolo, demonstrando o peso das individualidades em jogos de equilíbrio tático. Já o Irão, com a segunda equipa mais velha de sempre em Mundiais (31,8 anos de média), empatou 2–2 com a Nova Zelândia, num jogo cheio de emoção e reviravoltas.

Após o apito final das primeiras 24 partidas, uma coisa é certa: este Mundial está a ser moldado tanto pela frieza dos números como pela paixão das bancadas. As grandes selecções têm de repensar estratégias — posse de bola sem eficácia já não assusta os pequenos, que mostram agora organização defensiva e maturidade táctica.

Olhando para o que aí vem, espera-se que os favoritos procurem maior eficácia nas zonas de decisão, enquanto os outsiders tentarão capitalizar o equilíbrio e a resiliência demonstrados. Os próximos jogos prometem redefinir hierarquias e colocar ainda mais pressão sobre quem não pode falhar. Quem ignorar as tendências estatísticas corre o risco de ser surpreendido — e, neste Mundial, surpresa é coisa que não falta.

[AGORA PODE ACOMPANHAR](https://apitofinal.pt/internacional/rashford-decisivo-por-inglaterra-deixa-futuro-no-man-united-em-aberto/) O MUNDIAL DE FUTEBOL COM TODA INFORMAÇÃO – [AQUI](https://mundialfutebol.com/)
