# Adeptos expulsos após vaias a Wyndham Clark no U.S. Open

- URL: https://apitofinal.pt/modalidades/golf/adeptos-expulsos-apos-vaias-a-wyndham-clark-no-u-s-open/
- Publicado: 2026-06-21T22:33:33+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:33:30+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Golf
- Tags: Scottie Scheffler, Wyndham Clark

## Em resumo

- Adeptos foram expulsos do U.S. Open por vaiarem e insultarem Wyndham Clark, líder da prova em Shinnecock Hills.
- Um espectador gritou "Não trema, Wyndham!" durante uma tacada decisiva, e a segurança retirou o infrator.
- Segundo Kevin Van Valkenburg, do The Fried Egg, os apupos a Clark foram audíveis na transmissão televisiva durante grande parte da ronda final.

## Artigo

Um ambiente de cortar à faca e uma multidão ao rubro marcaram a ronda final do U.S. Open 2026, com a polémica a instalar-se em [Shinnecock Hills](https://apitofinal.pt/internacional/rory-mcilroy-fora-do-top-20-apos-descalabro-no-u-s-open-em-shinnecock/), Southampton. Vários adeptos foram expulsos do recinto por assobiarem e insultarem [Wyndham Clark](https://apitofinal.pt/modalidades/golf/wyndham-clark-conquista-segundo-us-open-ao-liderar-de-inicio-ao-fim/), líder da prova e alvo de hostilidade feroz por parte do público nova-iorquino, que não perdoou o norte-americano mesmo quando este parecia encaminhar-se para a conquista do seu segundo título no torneio.

O encontro decisivo do U.S. Open, disputado este domingo, colocou frente a frente Wyndham Clark e [Scottie Scheffler](https://apitofinal.pt/modalidades/golf/nove-golfistas-perdem-a-maior-vantagem-apos-54-buracos-no-pga-tour/), o actual número 1 mundial, que celebrava o 30.º aniversário e procurava completar o tão ambicionado [Grand Slam](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/serena-williams-regressa-ao-singulares-de-wimbledon-com-wild-card/) de carreira. Enquanto Scheffler foi recebido em festa, com cânticos e aplausos desde o primeiro tee, Clark sentiu na pele a frieza – e mesmo hostilidade – dos adeptos, que vibravam mais com os seus erros do que com os seus melhores momentos. A animosidade subiu de tom quando, durante uma das tacadas decisivas, um espectador gritou “Não trema, Wyndham!”, obrigando à intervenção imediata da segurança, que expulsou o infractor. Segundo relatos de Kevin Van Valkenburg, enviado especial do The Fried Egg, o incidente não foi caso isolado, tendo os apupos e provocações a Clark sido audíveis na transmissão televisiva ao longo de grande parte da ronda final.

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Esta notícia ganha ainda mais relevância depois do passado recente de Clark, que tem procurado reabilitar a sua imagem após um episódio polémico no balneário do U.S. Open do ano passado, em Oakmont. Apesar de chegar à última ronda com uma confortável vantagem de seis pancadas, Clark tem sido alvo de críticas e de uma campanha de desconfiança por parte dos adeptos, que não esqueceram os episódios anteriores e fizeram questão de o marcar como “inimigo público” nesta edição em Nova Iorque. A pressão psicológica atingiu níveis máximos, tornando a luta pelo troféu ainda mais intensa e imprevisível, sobretudo numa praça onde o público é conhecido por não ter papas na língua, como ficou bem patente na última Ryder Cup.

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A organização do torneio defendeu-se com medidas rigorosas, tendo ordenado a expulsão imediata de todos os que ultrapassaram os limites do desportivismo. A decisão foi saudada por muitos, mas não deixou de levantar questões sobre até que ponto o ambiente hostil pode influenciar o rendimento dos jogadores. “Os adeptos nova-iorquinos são apaixonados, mas há limites para tudo. Vi vários colegas a serem incomodados durante a ronda. Espero que a organização continue a proteger os jogadores”, referiu um atleta do circuito PGA, abordado após o final da ronda. Clark, por seu lado, recusou comentar os incidentes, mantendo-se concentrado na luta pelo título e limitando-se a declarar: “Estou aqui para jogar o meu melhor golfe. Tudo o resto fica fora do campo.”

O desenrolar da situação faz antever novas discussões sobre a necessidade de reforçar as normas de conduta em eventos desportivos de topo, dado o crescente envolvimento – e por vezes excesso – dos adeptos. A pressão sobre Clark não deverá abrandar, mas o desportista tem agora a oportunidade de responder em campo e transformar a adversidade em motivação para cimentar o seu estatuto entre os melhores. Para Scheffler, este ambiente hostil ao adversário pode traduzir-se numa vantagem anímica, mas a história do golfe está repleta de reviravoltas em cenários imprevisíveis.

Nos próximos dias, as atenções vão manter-se centradas em Shinnecock Hills, à medida que se analisam os impactos deste ambiente tóxico tanto para os jogadores como para a reputação do próprio torneio. A organização terá de tirar ilações e ponderar medidas adicionais para garantir que o fair-play prevalece sobre a paixão desmedida das bancadas. O que é certo é que o U.S. Open 2026 ficará para a história não só pelos feitos dentro de campo, mas também pela polémica fora dele, que promete continuar a dar que falar no universo do golfe internacional.

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