# Andy Murray regressa ao ténis como treinador de Jack Draper

- URL: https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/andy-murray-regressa-ao-tenis-como-treinador-de-jack-draper/
- Publicado: 2026-06-17T22:23:00+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:42:13+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Ténis
- Tags: Andy Murray, Jack Draper, Jogos Olímpicos, Novak Djokovic

## Em resumo

- Andy Murray aceitou treinar Jack Draper, numa parceria limitada à época de relva britânica, às portas de Wimbledon.
- Murray só aceita um compromisso localizado, porque não quer viajar todas as semanas e Draper vive a 30 minutos de distância.
- Draper tem sofrido lesões; o regresso poderá ser no Eastbourne Open (22 a 27 de junho), antes de Wimbledon (29 de junho).

## Artigo

Andy Murray volta a surpreender o mundo do ténis ao aceitar o desafio de treinar Jack Draper, numa parceria que promete agitar o circuito britânico às portas de Wimbledon. O escocês, lenda viva do ténis e três vezes vencedor de torneios do Grand Slam, estava determinado a afastar-se do ritmo alucinante do circuito profissional após a reforma, [mas](https://apitofinal.pt/internacional/thierry-henry-critica-cristiano-ronaldo-apos-empate-frustrante-de-portugal-com-d-r-congo/) a oportunidade de colaborar com Draper revelou-se irresistível — sobretudo devido à proximidade geográfica e à promessa de não abdicar da sua vida familiar.

O anúncio foi confirmado recentemente, com Murray a assumir um papel fundamental na preparação de Draper para a temporada de relva britânica. O antigo número um mundial, que já tinha experimentado a função de treinador ao lado de [Novak Djokovic](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/lesao-afasta-lorenzo-musetti-de-wimbledon-e-da-epoca-de-relva/) em 2025, explicou ao jornal The Guardian: “Dou-me muito bem com o Jack e quis ajudá-lo quando me pediu. [Mas](https://apitofinal.pt/internacional/declan-rice-garante-estar-apto-para-proximo-jogo-apos-susto-fisico/) fui muito claro sobre o que posso e não posso fazer. Não quero estar a viajar todas as semanas durante a época, e por isso há muito poucas posições de treinador em que poderia colaborar. O facto de ele viver a 30 minutos de mim permite-nos passar muito mais tempo juntos do que com um jogador de Espanha ou dos [Estados Unidos](https://apitofinal.pt/nacional/cristiano-ronaldo-destaca-justica-no-empate-de-portugal-frente-a-rd-congo/): simplesmente não funcionaria, e não sentiria que o poderia realmente ajudar.”

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Murray reconheceu ainda que Draper tem “um ténis excelente”, mas sublinhou os desafios físicos que o jovem britânico tem enfrentado: “Ele teve muitos problemas no ano passado com lesões. Acho que está a começar a recuperar agora. O próximo passo é voltar ao court, disputar uma série de torneios, acumular semanas de competição e recuperar a confiança no corpo.” Este testemunho mostra a abordagem pragmática e honesta de Murray, num momento decisivo para a carreira de Draper.

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A importância desta colaboração vai muito para além de uma simples parceria técnica. Murray é o único britânico a ter suportado, durante quase duas décadas, a tremenda pressão de competir em Wimbledon com os olhos de uma nação sobre si. Ganhou o torneio em 2013 e novamente em 2016, além do ouro olímpico em 2012, feitos que o tornaram uma referência absoluta para qualquer jogador britânico. A experiência de Murray será decisiva para Draper, que procura relançar a carreira após um período marcado por lesões e ausências prolongadas.

O próprio Murray fez questão de estabelecer limites desde o início, rejeitando em absoluto a ideia de regressar ao calendário desgastante do circuito ATP. “Quero ser um pai presente, levar as crianças à escola e buscá-las. Por isso, só aceitaria um compromisso assim, localizado, centrado no circuito britânico”, esclareceu o escocês. Esta abordagem personalizada, restrita à época de relva, deu a Draper acesso privilegiado a um dos maiores estrategas do ténis mundial, sem obrigar Murray a voltar à vida de aeroportos e hotéis que tanto desejou deixar para trás.

Para Draper, a proposta era irrecusável: mesmo um Andy Murray a tempo parcial, focado na relva, representa uma mais-valia incomparável. Contudo, o jovem britânico enfrenta ainda sérios obstáculos no seu regresso. Após ter sido forçado a abandonar o único encontro em terra batida que disputou esta época em Barcelona, devido a uma lesão num tendão do joelho direito, Draper viu-se obrigado a desistir do Queen’s Club Championships, onde tinha alcançado as meias-finais no ano passado. O seu regresso poderá acontecer apenas no Eastbourne Open, agendado para 22 a 27 de Junho, antes de Wimbledon começar a 29 de Junho.

A gestão cautelosa do calendário e o aconselhamento médico impediram Draper de acelerar o regresso, depois de ter falhado também Roland Garros. A sua carreira tem sido marcada por interrupções, incluindo uma paragem de quase um ano devido a uma lesão no braço após Wimbledon 2025. Apesar disso, o britânico teve um regresso promissor ao atingir os quartos-de-final de Indian Wells, eliminando inclusive Novak Djokovic, mas a consistência teima em não aparecer, e a sua classificação mundial caiu para fora do top-100, depois de ter estado no quarto lugar no verão passado.

A aposta em Murray é clara: Draper colocou [fim](https://apitofinal.pt/nacional/cristiano-ronaldo-reage-ao-empate-de-portugal-frente-a-rd-congo-no-mundial/) à colaboração com Jamie Delgado e está a canalizar todos os esforços para afinar o seu jogo na relva britânica. O sucesso desta parceria dependerá agora da resposta física do joelho de Draper e da capacidade da dupla em capitalizar a experiência e o know-how de Murray, especialmente no maior palco do ténis britânico.

Com Eastbourne e Wimbledon no horizonte, todas as atenções estarão voltadas para o estado físico de Draper e para a influência de Murray nos bastidores. Se o corpo resistir, esta colaboração poderá ser o impulso decisivo para devolver Jack Draper ao topo do ténis mundial — e, quem sabe, acrescentar mais um capítulo glorioso à já lendária saga de Andy Murray no desporto britânico.

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