# Ben Shelton brilha em Munique e desponta como favorito em Roland Garros

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- Publicado: 2026-04-22T08:16:56+00:00
- Atualizado: 2026-04-22T08:45:34+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Ténis
- Tags: Ben Shelton, Coco Vandeweghe, Sam Querrey

## Artigo

Ben Shelton está a revolucionar o ténis na terra batida e a enviar um aviso claro a toda a concorrência! Depois de conquistar o título no BMW Open de Munique, o jovem americano tem mostrado uma confiança inabalável e uma adaptação surpreendente a uma superfície tradicionalmente dominada por especialistas europeus. Sam Querrey e Coco Vandeweghe não pouparam elogios ao progresso do tenista de 23 anos, destacando a sua capacidade de brilhar mesmo nas condições mais exigentes, a poucos dias do segundo [Grand Slam](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/elena-rybakina-revela-meta-vencer-torneios-do-grande-slam/) do ano, [Roland Garros](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/carlos-alcaraz-revela-como-a-familia-o-mantem-ligado-as-suas-raizes/).

Após uma saída precoce no U.S. Men’s Clay Court Championships em Houston, Shelton prometeu dar a volta por cima e iniciou a sua série europeia na terra batida com uma exibição impressionante em Munique. Não foi fácil: venceu batalhas duras contra Emilio Nava, Alexander Blockx e João Fonseca, antes de despachar o qualificado Alex Molcan com autoridade para garantir uma presença consecutiva na final. Apesar de o ano passado Alexander Zverev ter sido o seu algoz, desta vez foi Flavio Cobolli quem o impediu de repetir o feito, abrindo caminho para um duelo épico entre Shelton e Cobolli. O americano usou o seu poderoso serviço para dominar o adversário italiano e conquistar o seu quinto título [ATP](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/jannik-sinner-elogia-arthur-fils-cuidado-com-o-talento-frances/), o segundo na terra batida em três finais disputadas.

Para Sam Querrey, a performance de Shelton não surpreendeu: “Nada de novo, na verdade. O estilo dele é esse: pode perder cedo em alguns torneios, [mas](https://apitofinal.pt/internacional/inter-faz-historia-com-reviravolta-epica-na-coppa-italia/) não se abala. É um jogador de topo. Ele recupera-se dessas derrotas e vai ganhar títulos importantes e fazer percursos longos nos grandes torneios.” Querrey destaca ainda os feitos do jovem, com três títulos ATP 500 no currículo, finalista em Munique no ano passado e presença nos quartos-de-final de [Roland Garros](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/venus-williams-mira-roland-garros-apos-derrota-em-madrid/) em 2023. “Particularmente nos maiores eventos, o seu jogo eleva-se a outro nível”, acrescenta.

A ausência de muitos americanos em Munique só valorizou ainda mais a conquista. “Ele fez um trabalho incrível numa prova em que os americanos raramente jogam”, comentou Querrey. “Passou por um começo complicado contra Emilio Nava, [mas](https://apitofinal.pt/internacional/liam-rosenior-critica-duramente-chelsea-apos-derrota-humilhante/) depois dominou as meias-finais e a final, vencendo em sets diretos.”

Já Coco Vandeweghe explicou a raridade da presença americana no circuito de terra batida europeu: “É frio, o piso é pesado e lento. Para um americano vencer neste tipo de terra, onde os especialistas dominam, é impressionante. Ben apareceu e venceu jogando o jogo deles.”

Shelton demonstrou que sabe adaptar-se às condições adversas, diferentes dos Masters 1000 seguintes. “Não é como Madrid, onde a altitude acelera a bola, nem Roma, onde o calor torna a terra mais rápida. Em [Roland Garros](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/alcaraz-sob-pressao-lesao-ameaca-defesa-do-titulo-em-roland-garros/), há dias frios com uma terra pesada e lenta — e ele mostrou que pode jogar nessas condições”, analisou Vandeweghe.

Quanto às perspetivas para [Roland Garros](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/coco-gauff-adota-mentalidade-de-nadal-antes-do-madrid-open/), Querrey sublinha a arma secreta de Shelton: “Quando serve a 140 mph no piso rápido, a bola mantém essa velocidade na terra batida. Tem um serviço com grande efeito e, por ser canhoto, os adversários recuam naturalmente. Não tem medo de atacar a rede, o que é raro.”

[Mas](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/elena-rybakina-avisa-rivais-antes-de-madrid-ainda-nao-estou-no-meu-melhor/) o segredo do sucesso vai além da técnica: “Ele tem uma confiança interior, um ‘swagger’. Mesmo antes do torneio, não parecia estar cheio de confiança devido às semanas anteriores, [mas](https://apitofinal.pt/nacional/guendouzi-confronta-nelson-semedo-apos-penalti-decisivo/) acredita que pode ganhar sempre que entra em campo, e isso faz toda a diferença.”

Embora a terra batida não seja a sua superfície favorita, Shelton está a evoluir e a adaptar-se rapidamente. Preparando-se para os próximos desafios no Madrid Open e Rome Open, onde continuará a afinar o seu jogo, o americano já mostrou em Roland Garros nos últimos três anos uma progressão consistente — alcançando a primeira, terceira e quarta rondas, respetivamente.

“Não há razão para não acreditar que este ano pode ir ainda mais longe, especialmente depois do que fez em Munique”, conclui Sam Querrey, reforçando o estatuto de Ben Shelton como uma das figuras a seguir de perto neste Roland Garros que se avizinha. O jovem talento americano está a provar que tem tudo para dominar a terra batida e deixar a sua marca nos maiores palcos do ténis mundial.

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