# Daria Kasatkina defende Marta Kostyuk após polémica no Open de França

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- Publicado: 2026-06-05T13:55:33+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:46:22+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Ténis
- Tags: Daria Kasatkina, Marta Kostyuk, Mirra Andreeva, Open de França

## Artigo

No epicentro da polémica que agita o ténis mundial, Daria Kasatkina ergue-se em defesa da ucraniana Marta Kostyuk, alvo de críticas ferozes após recusar apertar a mão à russa [Mirra Andreeva](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/marta-kostyuk-orgulhosa-apos-emocionante-percurso-em-roland-garros/) no Open de França de 2026. Esta recusa, que reacendeu a tensão política no desporto, está ligada à firme oposição de Kostyuk à invasão da Ucrânia pela Rússia e à sua decisão de boicotar qualquer contacto com jogadores russos ou bielorrussos desde 2022.

A jovem tenista ucraniana, semifinalista em [Roland Garros](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/jessica-pegula-desiste-do-torneio-do-queens-club-em-dia-de-surpresas/), não cedeu ao protocolo habitual após a derrota em dois sets frente a Andreeva, limitando-se a um reconhecimento à distância, uma atitude que dividiu opiniões e gerou um intenso debate entre adeptos e especialistas. A polémica estalou quando um adepto questionou Kasatkina sobre o bem-estar de Kostyuk, ao que a russa-australiana respondeu: “Pelos últimos meses, está tudo ótimo com ela. E contigo, como vai?”.

Esta resposta gerou surpresa e indignação de parte dos fãs, que esperavam um apoio mais claro a Andreeva, jovem e aparentemente alheia à guerra que assola a Ucrânia desde a adolescência. Um adepto argumentou que a postura de Kostyuk, recusando apertos de mão, pouco contribui para o [fim](https://apitofinal.pt/internacional/bruno-fernandes-em-busca-de-premio-duplo-e-a-negar-estrelas-do-arsenal/) do conflito, sublinhando que a jovem russa tinha apenas 14 anos quando a guerra começou e nada podia fazer para a influenciar.

Kasatkina, não se deixando envolver no ataque, questionou a relevância da inclusão de Andreeva na discussão: “O que é que a Mirra tem a ver com isto?”, perguntou, remetendo o foco para a situação de Kostyuk. O adepto respondeu que o debate girava precisamente em torno das críticas constantes de Kostyuk à suposta “silêncio” dos jogadores russos e bielorrussos sobre a guerra, entre os quais Andreeva, e expressou incompreensão quanto à exigência de manifestações públicas por parte de atletas sem influência política.

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Em resposta, Kasatkina esclareceu que a sua mensagem não tinha qualquer intenção política: “Esta publicação não contém nenhuma mensagem política. Apenas não podia deixar passar um comentário idiota de um 'jornalista desportivo' dirigido a uma atleta feminina.”

Recorde-se que Marta Kostyuk já tinha recusado apertar a mão a Andreeva após a vitória sobre a jovem no Open de Madrid, mantendo a sua posição inflexível em relação aos adversários oriundos da Rússia e Bielorrússia. Contudo, Kostyuk decidiu manter o gesto de cortesia com Kasatkina, que mudou a sua nacionalidade para australiana em 2025 e se manifestou publicamente contra a guerra.

“A única pessoa com quem aperto a mão é a Daria Kasatkina, porque ela não só mudou de passaporte, como também disse abertamente que não apoia a guerra e tudo o resto. Por isso, eu e outras jogadoras decidimos apertar-lhe a mão, por respeito”, explicou Kostyuk. Destacou ainda que várias jogadoras mudaram de nacionalidade, mas nenhuma tomou uma posição clara contra a guerra, pelo que para ela isso não altera a sua atitude.

Este episódio revela as tensões profundas que a guerra continua a provocar no panorama do ténis internacional, onde política e desporto se entrelaçam de forma inevitável, colocando atletas numa posição delicada entre as suas convicções pessoais e as exigências do fair play. A defesa intransigente de Kasatkina a Kostyuk lança um novo olhar sobre a coragem e a polémica que envolvem estas jovens atletas, enquanto o mundo do ténis acompanha ansiosamente os próximos capítulos deste conflito fora das quadras.

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