# Elena Rybakina critica protesto de Aryna Sabalenka no Open francês

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- Publicado: 2026-05-06T08:53:33+00:00
- Atualizado: 2026-05-06T10:19:15+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Ténis
- Tags: Aryna Sabalenka, Elena Rybakina, Open francês

## Em resumo

- Elena Rybakina classifica o protesto de Aryna Sabalenka como uma farsa e diz que ninguém a procurou sobre o tema.
- Rybakina diz que, se a maioria decidir boicotar, apoia, mas afirma nunca ter visto os jogadores realmente unidos para provocar mudanças.
- Rybakina defende que a melhoria necessária vai além dos Grand Slams e dos prémios, referindo também o peso dos impostos sobre os ganhos.

## Artigo

A tempestade está a crescer no mundo do ténis profissional, e o epicentro é o French Open. Apesar do aumento do prize pool para uns impressionantes 72,3 milhões de dólares – um salto de 9,53% que deveria apaziguar as águas – a verdadeira guerra está longe de ser resolvida. [Aryna Sabalenka](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/iga-swiatek-critica-prize-money-do-roland-garros-mas-rejeita-boicote/), uma das estrelas mais polémicas do circuito, ameaça levar a situação ao limite com um boicote, inflamando ainda mais a tensão entre os jogadores e os organizadores dos Grand Slams. [Mas](https://apitofinal.pt/internacional/arteta-elogia-golo-decisivo-de-gyokeres-na-vitoria-sobre-o-atletico/) eis que surge [Elena Rybakina](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/bianca-andreescu-regressa-em-grande-com-vitoria-em-roma/), atual número 2 do mundo, para pôr água na fervura, classificando o protesto de Sabalenka como uma farsa.

Num arranque explosivo que promete agitar ainda mais as próximas semanas, a tenista cazaque foi clara e direta numa conferência de imprensa em Roma: “Não, não estou a participar. Ninguém me procurou para falar sobre isto, nem a WTA, nem o conselho de jogadores, nem outros jogadores. Isto não está minimamente na minha cabeça.” Uma declaração que desmonta a narrativa de unidade que Sabalenka tenta construir em torno do boicote.

Quando questionada sobre a ameaça da bielorrussa de abandonar o torneio, Rybakina mostrou-se pragmática e ponderada: “É uma questão difícil porque já houve tantas situações no passado em que os jogadores podiam ter-se unido para boicotar, [mas](https://apitofinal.pt/nacional/simeone-provoca-risos-com-justificacao-para-mudanca-de-hotel-em-londres/) nunca aconteceu. Honestamente, não sei.” Contudo, a número 2 do mundo não fechou totalmente a porta a essa possibilidade: “Se a maioria decidir boicotar, então claro que eu apoio. Não seria um problema para mim.”

[Mas](https://apitofinal.pt/nacional/bernardo-silva-admite-frustracao-apos-empate-que-complica-titulo/) o que realmente distingue a visão de Rybakina é a sua análise mais profunda do problema que vai para além do mero aumento dos prémios monetários. “A melhoria que precisamos não é só nos Grand Slams nem só em aumentar os prémios. Muitas pessoas não percebem que existem impostos enormes. Mesmo que ganhes mais dinheiro, acabas por dar tudo em impostos. É outro assunto. É complicado falar em boicote. Ao longo dos anos tivemos vários problemas, [mas](https://apitofinal.pt/internacional/arsenal-a-um-passo-da-imortalidade-com-arteta-e-saka/) nunca vi os jogadores realmente unidos para provocar mudanças reais,” explicou.

Enquanto Sabalenka mantém a sua postura agressiva e direta, afirmando durante a sua própria conferência de imprensa no Open de Itália que “acho que, em algum momento, vamos boicotar, sim”, a divisão fica mais evidente com o apoio de outras estrelas como Iga Swiatek e Coco Gauff, que também manifestaram o seu descontentamento.

No entanto, esta falta de coesão não é exclusiva do lado feminino do ténis. Do lado masculino, figuras como [Novak Djokovic](https://apitofinal.pt/internacional/luis-enrique-inspira-psg-com-citacoes-de-nadal-e-federer-antes-do-bayern/) também têm apelado à união e ação coletiva, criticando a passividade dos jogadores durante os momentos decisivos de negociação. Djokovic sublinhou que “apoio os jogadores, [mas](https://apitofinal.pt/internacional/mundial-2026-os-rivais-da-selecao-dos-estados-unidos-e-as-historias-que-nao-pode-perder/) quando foi necessário estarem ativos, participaram pouco.” Para o sérvio, reclamar não basta sem empenho real em reuniões e conversas que moldam o futuro do desporto.

A questão do calendário e do aumento da duração dos Masters 1000 para duas semanas, por exemplo, é outro ponto nevrálgico que tem provocado protestos e críticas dos jogadores. Diego Schwartzman não hesitou em dar a sua opinião: “Os jogadores já mostraram claramente a sua insatisfação com os Masters 1000 de duas semanas. Isto estendeu o calendário quase um mês e isso sobrecarrega todos numa época já muito exigente.” Aumentos de receita para os torneios que, segundo a [ATP](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/flavio-cobolli-sonha-alto-o-12-o-lugar-e-so-o-comeco/), deveriam beneficiar os jogadores, mas que na prática se traduzem num desgaste físico e mental difícil de gerir.

Com estrelas como Carlos Alcaraz e [Alexander Zverev](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/roddick-elogia-jannik-sinner-pela-sua-evolucao-constante/) a juntarem-se às críticas, o panorama é preocupante. A falta de unidade dos jogadores do circuito feminino, destacada por Rybakina, e a divisão entre os próprios tenistas masculinos revelam um ténis profissional em crise, onde as disputas sobre dinheiro, calendário e condições de trabalho ameaçam romper a frágil aliança entre atletas e organizadores.

À medida que o [Roland Garros](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/mirra-andreeva-em-busca-da-redencao-em-roma-apos-desaire-em-madrid/) se aproxima, as atenções estão voltadas para como este conflito vai evoluir. Será que os jogadores conseguirão finalmente unir forças para provocar mudanças reais ou continuarão presos a esta guerra de palavras sem ação concreta? O tempo é curto, e as tensões estão ao rubro. Uma coisa é certa: o mundo do ténis está prestes a viver semanas decisivas e explosivas, onde o futuro do desporto pode ser radicalmente redefinido.

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