# Emma Raducanu criticada por recusar wildcard em Nottingham antes de Wimbledon

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- Publicado: 2026-06-15T15:54:39+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:43:22+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Ténis
- Tags: Emma Raducanu, Greg Rusedski, Nottingham Open, Tim Henman

## Em resumo

- Emma Raducanu recusou o wildcard para o Nottingham Open, apesar de estar em grande forma após a final de Queen's.
- Subiu ao 31.º lugar do ranking WTA e fica perto de ser cabeça de série em Wimbledon.
- Greg Rusedski e Tim Henman criticam a decisão, defendendo que deveria competir para manter ritmo e confiança antes de Wimbledon.

## Artigo

Emma Raducanu surpreende o universo do ténis ao abdicar de jogar o Nottingham Open, mesmo depois de ter recebido um wildcard de última hora para o torneio, numa altura em que atravessa um dos melhores momentos de forma dos últimos anos. Esta decisão inesperada surge depois de a estrela britânica ter alcançado uma final impressionante em Queen’s, o que lhe valeu uma subida meteórica no ranking WTA para o 31.º lugar mundial, colocando-a à porta de uma entrada como cabeça de série em [Wimbledon](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/flavio-cobolli-confirmado-ao-lado-de-carlos-alcaraz-na-laver-cup/) – cenário crucial a apenas dez dias do fecho das inscrições.

Com o público britânico em polvorosa e as expectativas ao rubro, Raducanu optou por recusar o convite para competir no WTA 250 de Nottingham, escolha essa que está a ser fortemente criticada por antigos jogadores e analistas. Greg Rusedski, antigo número um britânico e voz respeitada do ténis internacional, foi perentório no seu podcast ao afirmar: “Se eu fosse o treinador dela, punha-a a jogar na próxima semana e depois dava-lhe a semana de descanso antes de [Wimbledon](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/nuno-borges-cai-em-halle-apos-duelo-renhido-com-auger-aliassime/). Assim, teria alguns dias de repouso e a preparação ideal, porque já teve bastantes jogos em relva e é importante manter o ritmo e a confiança em alta antes do torneio principal.” Rusedski destacou ainda que uma participação adicional serviria para consolidar o estatuto de cabeça de série, algo fundamental para evitar confrontos complicados nas primeiras rondas.

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A escolha de Raducanu ganha ainda mais relevância quando se recorda o seu percurso recente em Eastbourne, onde brilhou nos dois últimos anos. Em 2024, a britânica atingiu os quartos-de-final, derrotando nomes sonantes como Sloane Stephens e Jessica Pegula, antes de ser travada por Daria Kasatkina. Esta sequência de vitórias foi vista como sinal claro de adaptação e crescimento em relva, uma superfície onde Raducanu sempre demonstrou potencial acima da média. O facto de estar a abdicar de competir em Nottingham indica que poderá estar a preparar o regresso a Eastbourne, para a sua terceira presença consecutiva, embora também seja possível que esteja simplesmente a gerir o calendário com vista ao foco total em Wimbledon.

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A decisão tem implicações de peso para o panorama competitivo britânico e para a própria Raducanu, que procura cimentar o regresso à elite do ténis mundial depois de anos marcados por lesões e oscilações de rendimento. Com o estatuto de número um britânica, as expectativas são máximas para Wimbledon, onde já alcançou os oitavos-de-final em 2021 – pouco antes da histórica vitória no US Open – e em 2024, onde foi afastada pela surpreendente Lulu Sun numa batalha de três sets. A ausência em Nottingham pode ser interpretada como estratégia de gestão física ou, na perspetiva dos críticos, como um erro que pode custar caro à atleta.

Tim Henman, outro ilustre ex-jogador britânico, também comentou recentemente que Raducanu tem estado “a perder consistência competitiva nos momentos-chave”, apontando que a jovem estrela precisa de “manter o ritmo de competição para chegar a Wimbledon ao mais alto nível”. As palavras de Henman, juntamente com as de Rusedski, reflectem uma preocupação generalizada entre os especialistas de que Raducanu poderá estar a desperdiçar uma oportunidade de ouro para consolidar o seu regresso ao topo.

O que se segue para Emma Raducanu é uma incógnita que mantém todo o [Reino Unido](https://apitofinal.pt/internacional/donos-do-crystal-palace-ponderam-venda-total-do-clube-da-premier-league/) em suspense. Caso confirme presença em Eastbourne, terá mais uma oportunidade de afinar o seu ténis em relva e reforçar a confiança antes de Wimbledon. Se optar por não competir até ao [Grand Slam](https://apitofinal.pt/modalidades/golf/scottie-scheffler-pode-conquistar-o-grand-slam-no-us-open-de-2026/) londrino, terá de apostar tudo na preparação fora de competição, arriscando perder o ritmo competitivo tão valorizado pelos especialistas. Seja como for, a pressão e o escrutínio não vão abrandar: Raducanu chega a Wimbledon com os olhos do mundo postos nela, e a mais pequena decisão pode ser decisiva para a sua carreira e para as aspirações do ténis britânico. O tempo dirá se esta aposta audaz é o passo certo para um regresso triunfal ou um erro de cálculo com consequências duras.

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