# Iga Swiatek critica prize money do Roland Garros, mas rejeita boicote

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- Publicado: 2026-05-06T08:10:36+00:00
- Atualizado: 2026-05-06T09:10:49+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Ténis
- Tags: Aryna Sabalenka, Roland Garros

## Em resumo

- Iga Swiatek critica a distribuição do prize money do Roland Garros, em que apenas 14% dos lucros vão para os jogadores.
- A polaca pede diálogo com os organizadores antes do torneio, mas rejeita um boicote, que classifica como "uma situação bastante extrema".
- Swiatek também falou da doença que a obrigou a abandonar Madrid e da sua colaboração com o treinador Carlos Roig.

## Artigo

Iga Swiatek, a estrela polaca do ténis mundial, voltou a agitar o panorama do ténis ao criticar abertamente a distribuição do prize money do [Roland Garros](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/novak-djokovic-regressa-a-roma-e-encanta-publico-no-treino/), um dos torneios mais emblemáticos do circuito. Em declarações contundentes feitas a partir de Roma, Swiatek alerta para a injustiça que os jogadores enfrentam, [mas](https://apitofinal.pt/internacional/arteta-elogia-golo-decisivo-de-gyokeres-na-vitoria-sobre-o-atletico/) demarca-se de qualquer ideia radical de boicote, classificando tal hipótese como “uma situação bastante extrema”.

Depois de [Aryna Sabalenka](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/naomi-osaka-brilha-no-met-gala-com-traje-de-3-200-horas/), agora é a vez de Iga Swiatek juntar a sua voz às críticas à percentagem do prize money atribuída no torneio francês: apenas 14% dos lucros totais do [Roland Garros](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/elena-rybakina-critica-protesto-de-aryna-sabalenka-no-open-frances/) serão distribuídos pelos jogadores, um valor que tem causado revolta tanto no circuito masculino como no feminino. Swiatek não hesita em afirmar que “não é o aumento do prémio em dinheiro que queremos, porque a percentagem dos lucros está a diminuir”.

Com uma análise clara e incisiva, a polaca reforça que “o mais importante é ter uma comunicação adequada e dialogar com as entidades organizadoras, para que haja espaço para negociações justas”. Swiatek deixa um apelo para que antes do arranque do [Roland Garros](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/bianca-andreescu-regressa-em-grande-com-vitoria-em-roma/) haja encontros que possam abrir espaço para entendimento e soluções que satisfaçam ambas as partes.

No entanto, quando questionada sobre a possibilidade de um boicote, a número um mundial mantém a prudência: “Boicotar um torneio é uma situação bastante extrema. Somos jogadoras individuais que competem umas contra as outras, e é difícil imaginar como isso poderia funcionar ou se é mesmo uma opção real”. A sua posição revela uma maturidade estratégica, evidenciando o equilíbrio entre a luta por direitos e a responsabilidade para com o desporto.

[Mas](https://apitofinal.pt/nacional/simeone-provoca-risos-com-justificacao-para-mudanca-de-hotel-em-londres/) a estrela polaca não ficou apenas por esta polémica. Swiatek também abriu o livro sobre as dificuldades que enfrentou recentemente, nomeadamente o vírus que a obrigou a abandonar o torneio de Madrid. “Foi literalmente horrível. No dia antes da partida estava completamente fora de combate, e no dia do jogo não tinha energia para competir normalmente”, confessou. Felizmente, a recuperação foi rápida e, mesmo fragilizada, Swiatek optou por não viajar para evitar riscos desnecessários.

Já em Roma, a tenista sentiu-se revigorada e capaz de treinar a 100%, deixando claro que a sua recuperação foi rápida apesar do timing infeliz da doença. “Muitos jogadores ficaram doentes, por isso acho que era difícil evitar”, concluiu.

Além das questões físicas e da polémica das finanças no ténis, Swiatek também destacou a sua evolução técnica e a relação com o treinador Carlos Roig, uma colaboração que considera fundamental para o seu crescimento. “Sinto que nos entendemos muito bem e partilhamos a mesma visão sobre o meu jogo. Ele tem ajudado a tornar o meu estilo mais natural, sólido e disciplinado. Experimentei várias opções nos treinos, o que é fantástico, pois há meses não estava completamente confortável com o meu ténis”, revelou a polaca.

Iga Swiatek mantém-se assim no centro das atenções, não só pelo seu talento inquestionável dentro das quatro linhas, [mas](https://apitofinal.pt/nacional/bernardo-silva-admite-frustracao-apos-empate-que-complica-titulo/) também pela sua voz crítica e madura fora delas. O futuro próximo do ténis poderá ser marcado por negociações decisivas sobre os direitos dos atletas, e Swiatek prepara-se para ser uma das protagonistas deste capítulo essencial do desporto rei. Se o [Roland Garros](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/mirra-andreeva-em-busca-da-redencao-em-roma-apos-desaire-em-madrid/) vai sofrer ou não um boicote, a resposta ainda está por ser dada, [mas](https://apitofinal.pt/extra/namorei-com-helen-flanagan-e-fracassei-no-man-city-agora-ganho-milhoes-com-um-negocio-paralelo/) uma coisa é certa: a pressão dos jogadores está a crescer e já não pode ser ignorada.

Este artigo aparece primeiro em [Apito Final](https://apitofinal.pt/).
