# Marta Kostyuk conquista o título em madrid após anos de luta

- URL: https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/marta-kostyuk-conquista-o-titulo-em-madrid-apos-anos-de-luta/
- Publicado: 2026-05-02T21:20:56+00:00
- Atualizado: 2026-05-03T13:58:04+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Ténis
- Tags: Marta Kostyuk, Mirra Andreeva

## Em resumo

- Marta Kostyuk venceu o Madrid Open 2026 ao bater Mirra Andreeva por 6-3, 7-5, o seu título mais cobiçado.
- A ucraniana, de 23 anos, diz que ganhar em Madrid é incrível, pois tinha um historial fraco no torneio até ao ano passado.
- Kostyuk sobe ao 15.º lugar do ranking mundial e diz que o foco está na consistência, não nos rankings.

## Artigo

Marta Kostyuk explode no ténis mundial ao conquistar o título mais cobiçado da sua carreira no Madrid Open 2026, num triunfo que marca o [fim](https://apitofinal.pt/internacional/arsenal-mantem-sonho-da-premier-league-vivo-com-vitoria-convincente/) de uma longa e turbulenta jornada cheia de luta, dúvidas e pressão descomunal. A jovem ucraniana, agora com 23 anos, venceu a sensação [Mirra Andreeva](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/marta-kostyuk-conquista-titulo-em-madrid-e-defende-ucrania/) por 6-3, 7-5 na final do prestigiado torneio WTA 1000, deixando um aviso claro: a sua ascensão ao topo está apenas a começar e as melhores páginas da sua carreira ainda estão por escrever.

Em conferência de imprensa, Kostyuk não escondeu a emoção, [mas](https://apitofinal.pt/internacional/saka-renasce-em-grande-com-golo-e-assistencia-na-vitoria-do-arsenal/) manteve os pés bem assentes na terra. “Ganhar aqui é incrível, especialmente porque até ao ano passado eu tinha um histórico péssimo em Madrid”, confessou. “Quis aproveitar ao máximo cada ponto deste jogo, independentemente do resultado, e isso foi o que consegui. Ganhar é apenas um bónus.” Uma declaração que revela a maturidade da tenista, que prefere valorizar o processo em vez de se deixar consumir pela pressão do resultado.

O segredo para esta vitória? Um plano de jogo agressivo desde o primeiro serviço, onde Marta impôs pressão constante à adversária. “Comecei por servir muito bem, queria colocar pressão nela desde o início. No segundo set, ela jogou muito bem durante três jogos, [mas](https://apitofinal.pt/internacional/nuno-espirito-santo-luta-pela-manutencao-vai-ser-emocionante-ate-ao-fim/) eu mantive a estratégia e funcionou.” A final foi um verdadeiro teste de nervos, com vários momentos de tensão em ambos os sets. “Tive break points contra mim quando servia para fechar o set, e ela chegou a ter dois set points, podia ter sido para qualquer lado. [Mas](https://apitofinal.pt/internacional/viktor-gyokeres-silencia-criticos-com-golos-decisivos-pelo-arsenal/) consegui fechar em dois sets e isso deixa-me muito feliz.”

Este triunfo não é apenas mais um troféu na vitrina de Kostyuk. É o desfecho de anos carregados de expectativas sufocantes que quase a paralisaram. “No início deste ano disse à minha equipa que finalmente me libertei do peso das conquistas que tive quando tinha 15 anos. Durante muito tempo vivi sob a pressão de expectativas enormes—quase sempre a ficar perto da vitória. Tive resultados tão bons tão jovem que isso foi quase uma maldição.” Essa libertação mental permitiu-lhe reencontrar o prazer no ténis. “Quando percebi que devia estar orgulhosa do que conquistei aos 14 e 15 anos, ganhei liberdade para simplesmente jogar e desfrutar.”

A sua história é ainda mais impressionante quando se conhece o contexto. Marta cresceu treinada pela mãe, uma relação que pode ser tanto um apoio vital como um desafio complicado. “[Nunca](https://apitofinal.pt/internacional/bruno-fernandes-revela-segredos-antes-do-grande-classico-com-o-liverpool/) é fácil sair dessa dinâmica, especialmente quando ela é a pessoa mais próxima da minha vida. Ainda a chamo sempre que preciso de apoio ou de conversar. Tive um curto estágio de treino com ela antes da temporada de terra batida, e devo-lhe muito pelas vitórias do último mês.” Marta reconhece que as histórias de pais a treinarem filhos são muitas vezes difíceis, [mas](https://apitofinal.pt/nacional/rui-costa-critica-arbitro-por-tentar-travar-o-benfica-na-champions/) orgulha-se de ter ultrapassado esses obstáculos para se tornar uma melhor atleta e pessoa.

Com a vitória em Madrid, Kostyuk alcança um novo máximo na carreira, subindo ao 15º lugar do ranking mundial, à beira de integrar o top 10. No entanto, a ucraniana mantém a humildade e não se deixa seduzir pelas classificações. “Não foco nos rankings. Ficaria feliz se acabasse a temporada de terra batida no top 20, [mas](https://apitofinal.pt/internacional/stuttgart-empata-em-grande-reviravolta-contra-hoffenheim/) não penso em números específicos. Quero é ser consistente. O ranking é apenas consequência do que faço em campo. Nada muda drasticamente — talvez tenha sorteio ligeiramente melhor, [mas](https://apitofinal.pt/internacional/inter-milan-mais-perto-do-titulo-apos-empate-do-napoli/) todas as jogadoras são fortes. Quero continuar a trabalhar e a desfrutar.”

O [fim](https://apitofinal.pt/internacional/antonio-conte-a-caminho-do-pior-recorde-da-sua-carreira-na-serie-a/) da sua “maldição de Madrid” é uma viragem decisiva, [mas](https://apitofinal.pt/nacional/fc-porto-celebra-31-o-titulo-nacional-com-vitoria-emocionante/) a estrada para o sucesso ainda é longa e desafiante. Kostyuk soma já 11 vitórias consecutivas em terra batida, com provas importantes pela frente, como os torneios de Roma, Estrasburgo e, claro, Roland Garros. Apesar do desejo de continuar a brilhar, a jovem encara o futuro com calma e foco no presente. “Roland Garros está a três semanas, ainda não pensei nisso. Tenho Roma, Estrasburgo pela frente, há muito trabalho pela frente.” A sua experiência traumática no Grand Slam francês, onde jogou mal e sofreu uma das derrotas mais difíceis da carreira em 2025, serve-lhe agora de lição. “Vou voltar às bases, o que me fez ganhar esta semana foi desfrutar e estar aberta a sofrer e a enfrentar desafios.”

Num momento descontraído, Marta revelou a história curiosa por trás dos “boxers da sorte” que apareceram na fotografia com o troféu. “Aqui no torneio às vezes a roupa se mistura. No ano passado recebemos estes boxers que diziam ‘lucky shorts’. A minha treinadora, Sandra, não os queria emprestar, eram o nosso amuleto da sorte. Este ano ela foi buscá-los à casa do pai antes de vir para Madrid e fizemos piada que, se eu ganhasse, tínhamos de tirar fotos com eles em todo lado.” A alegria e leveza da campeã contrastam com a intensidade da competição.

Marta Kostyuk não é apenas uma nova campeã em Madrid; é uma força imparável que, depois de anos a lutar contra a pressão e as dificuldades, finalmente está pronta para dominar o circuito mundial. A sua mensagem é clara: o sucesso não muda a essência, nem o foco. “Conquistei um Masters, [mas](https://apitofinal.pt/nacional/rui-borges-fala-sobre-o-porto-benfica-e-a-luta-pela-champions/) para mim quase nada muda. Quero continuar a trabalhar, a melhorar e a desfrutar desta viagem que é o ténis.” O mundo do ténis está avisado — Marta Kostyuk chegou para ficar, e a sua história está longe de terminar.

Este artigo aparece primeiro em [Apito Final](https://apitofinal.pt/).
