# Novak Djokovic sente a pressão de competir contra Alcaraz e Sinner

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- Publicado: 2026-07-22T12:26:52+00:00
- Atualizado: 2026-07-22T12:30:55+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Ténis
- Tags: Carlos Alcaraz, Grand Slam, Novak Djokovic, US Open

## Artigo

[Novak Djokovic](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/carlos-alcaraz-e-paula-badosa-confirmados-para-o-us-open-em-forte-regresso/) enfrenta um dilema no auge da sua carreira: competir contra versões de si próprio do passado, numa luta que o desafia física e mentalmente. Com 39 anos, o tenista sérvio admite que Carlos Alcaraz e [Jannik Sinner](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/jack-draper-e-grigor-dimitrov-falham-acesso-direto-ao-us-open-2026/) o fazem reviver os seus melhores momentos, mas também o confrontam com limitações atuais.

Djokovic, que está a preparar-se para o US Open — torneio que já venceu quatro vezes e onde soma dez finais — vê-se num cenário complexo. O sérvio encontra-se atualmente na sétima posição do ranking mundial, o que poderá obrigá-lo a defrontar os dois jovens talentos em fases precoces da competição. Alcaraz e Sinner, que dominam o ténis atual, recordam-lhe a sua própria forma e agressividade de há 10 a 15 anos, o que, nas palavras do próprio, “me magoa sentir isso em campo”. Esta luta contra o tempo e contra a nova geração torna-se numa batalha intensa.

Em declarações no programa 'The Shop', durante o Fanatics Fest em Nova Iorque, Djokovic refletiu sobre a sua relação com a nova geração, ao lado de LeBron James, outro ícone desportivo que atravessa várias eras. “Quero bater-lhes todos os dias da semana”, afirmou o sérvio, referindo-se a Roger Federer e Rafael Nadal, com quem construiu a lendária ‘Big Three’. “Cada um tinha estilos contrastantes, e eu também apareci com um estilo diferente. Agora, com Alcaraz e Sinner, vejo-me a jogar contra mim próprio do passado, e isso dói”.

Esta admissão revela a dificuldade que Djokovic enfrenta para manter-se competitivo frente a adversários que combinam juventude e talento em ascensão. O sérvio reconhece o seu conhecimento do jogo, mas questiona-se: “Sei como decifrar o código, mas consigo mesmo?”

Nos últimos confrontos, o desempenho de Djokovic contra Sinner e Alcaraz tem sido desigual. Contra Sinner, Djokovic venceu quatro dos primeiros cinco encontros, mas desde então o italiano elevou o seu nível a patamares que o sérvio não tem conseguido acompanhar, tendo apenas uma vitória nos últimos sete encontros, seis deles desde 2024. Em relação a Alcaraz, o equilíbrio é maior, com cinco vitórias para cada lado, mas o espanhol triunfou nas três finais de Grand Slam que disputaram, incluindo a final do Open da Austrália em 2026.

Com o US Open a aproximar-se entre 31 de agosto e 13 de setembro, Djokovic sabe que terá de superar estes desafios para tentar conquistar o seu 25.º título de Grand Slam, um recorde histórico que o colocaria isolado no topo do ténis mundial. Antes disso, o tenista deverá focar-se nos Masters 1000 do [Canadá](https://apitofinal.pt/internacional/robert-lewandowski-prepara-se-para-estreia-na-mls-com-chicago-fire/) e de Cincinnati, torneios que não disputou no ano anterior e que antecedem a grande prova americana.

A luta de Djokovic é mais do que física; é uma batalha psicológica contra o tempo, a juventude e a evolução do ténis. O sérvio mantém-se determinado a reinventar-se e a encontrar novas formas de motivação para se manter competitivo. “As rivalidades são importantes. Tens sempre de encontrar alguém na plateia ou no campo que te empurre a ser melhor”, concluiu Djokovic, deixando claro que ainda não baixará os braços na sua busca pela glória.
