# Raducanu critica equipa após derrota na final de Queen’s frente a Vekic

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- Publicado: 2026-06-14T16:35:01+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:43:49+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Ténis
- Tags: Donna Vekic, Emma Raducanu, US Open

## Em resumo

- Emma Raducanu perdeu a final do Queen's para Donna Vekic por 6-0 e 7-6(6), após uma derrota contundente no primeiro set.
- Durante o encontro, Raducanu criticou a sua equipa técnica, pedindo: "Digam alguma coisa. Não dizem nada.", revelando tensão com o banco.
- A derrota prolonga o jejum de títulos da britânica, desde o US Open de 2021, e Raducanu pretende recuperar estabilidade com Andrew Richardson antes de Wimbledon.

## Artigo

Emma Raducanu voltou a viver um pesadelo em finais, após ser derrotada de forma contundente por Donna Vekic no Queen’s Club Championships, com um 6-0 devastador no primeiro set e um 7-6(6) igualmente doloroso no segundo. O público britânico, que encheu as bancadas na esperança de ver a jovem prodígio regressar aos títulos em solo nacional, ficou incrédulo perante a apatia inicial da tenista de 23 anos, que não escondeu a frustração e disparou críticas duras à sua própria equipa técnica durante o encontro: “Digam alguma coisa. Não dizem nada.”, atirou Raducanu, num claro sinal de tensão e desespero perante a falta de respostas táticas do seu banco.

A derrota de Emma Raducanu, a segunda em finais este ano, aconteceu este domingo em Londres e prolonga o jejum de títulos que dura desde a épica conquista do US Open em 2021, quando ainda tinha apenas 18 anos. Na relva do Queen’s, Raducanu era considerada a grande favorita, galvanizada pelo apoio ruidoso do público e uma campanha imaculada até à final. No entanto, Donna Vekic entrou com tudo e não deu qualquer hipótese à britânica no primeiro set, vencendo os primeiros sete jogos de forma impiedosa. Em apenas 29 minutos, Raducanu estava encostada às cordas, sem soluções e visivelmente abalada.

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O momento mais marcante da final surgiu quando Raducanu, desesperada por indicações e energia, se virou para a sua box e exigiu: “Digam alguma coisa. Não dizem nada.” O pedido, quase um grito de socorro, evidenciou a tensão que se vivia entre a jogadora e a sua equipa técnica, agora liderada novamente por Andrew Richardson – o treinador com quem conquistou o US Open, mas com quem só voltou a trabalhar em Maio. A ligação entre ambos pareceu, pelo menos neste momento, longe da química que já existiu.

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A reacção do banco foi imediata e Raducanu pareceu então soltar-se, recuperando energia e confiança. No segundo set, chegou mesmo a liderar por 5-2 e teve por duas vezes a oportunidade de fechar o parcial, mas desperdiçou dois set points e permitiu a recuperação de Vekic, que forçou o tie-break. O desempate foi de cortar a respiração: Raducanu salvou vários match points, mas a croata acabaria mesmo por carimbar o primeiro título desde Março de 2023.

Para Raducanu, o desfecho é amargo, mas há sinais de evolução depois de um início de temporada marcado por lesões, trocas de treinador e derrotas dolorosas. Após uma estadia prolongada fora dos courts, regressou a competir apenas no Internationaux de Strasbourg, onde caiu logo na primeira ronda, e viu-se relegada para fora do top 40 do ranking mundial. Antes disso, tinha sido eliminada precocemente nos WTA 1000 de Doha e Dubai, afectada por um vírus, e perdeu outra final em Cluj-Napoca, diante de Sorana Cirstea.

Ainda assim, o regresso ao Queen’s foi promissor: Raducanu mostrou sinais do seu melhor ténis, eliminando adversárias como a própria Cirstea e Iva Jovic sem ceder um único set até à final. No rescaldo do encontro, a jovem britânica fez questão de agradecer o apoio do público londrino: “Tem sido uma semana incrível para mim, chegar à final aqui, jogar na minha cidade, no meu torneio. O apoio que recebi ao longo da semana foi incrível e quero agradecer a todos. Hoje foi um encontro muito duro. A Donna jogou extremamente bem do princípio ao [fim](https://apitofinal.pt/nacional/szczesny-admite-dificuldades-fisicas-mas-mantem-motivacao-no-barcelona/). Obrigada por me ajudarem a ultrapassar alguns momentos difíceis esta semana e também por me ajudarem a reagir no segundo set”, declarou Raducanu, visivelmente emocionada.

O reencontro com Andrew Richardson é visto como uma oportunidade para recuperar estabilidade e potenciar o talento que já deslumbrou o mundo do ténis. A aposta passa agora pela preparação total para a curta – mas decisiva – temporada de relva, com paragens já agendadas em Nottingham e Eastbourne, antes do grande desafio de [Wimbledon](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/djokovic-entra-no-paddock-da-f1-em-barcelona-apos-esquecer-passe/). O Queen’s mostrou que Raducanu está a reencontrar-se, mas também que as fragilidades mentais e tácticas ainda a assombram. A pressão sobre a britânica aumenta, e o próximo mês será decisivo para perceber se conseguirá, finalmente, acabar com a maldição das finais e voltar a conquistar títulos numa das fases mais críticas da sua jovem carreira.

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