# Stefanini assediada com ameaças de morte: “recebi foto de uma pistola”

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- Publicado: 2026-03-03T22:21:38+00:00
- Atualizado: 2026-03-03T22:23:17+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Ténis
- Tags: BNP Paribas Open, Lucrezia Stefanini, Victoria Jimenez Kasintseva

## Artigo

Lucrezia Stefanini, a jovem tenista italiana, encontrou-se no epicentro de uma situação alarmante que abalou o mundo do desporto. A atleta, que competiu recentemente no [BNP Paribas Open](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/medvedev-e-rublev-avancam-para-istambul-apos-encerramento-do-espaco-aereo/), revelou ter recebido uma ameaça de morte chocante através de uma mensagem no WhatsApp. O conteúdo da mensagem, que incluía a imagem de uma pistola e referências diretas à sua família, deixou Stefanini em estado de choque, mas a sua coragem em enfrentar o desafio foi exemplar.

“Hoje estou aqui para partilhar o que me aconteceu ontem. Por volta da uma da tarde, recebi um mensagem via WhatsApp onde me ameaçavam se eu vencesse a partida. Ameaçavam a mim e à minha família, mencionando os meus pais e o local onde nasci. Eles enviaram uma foto de uma pistola”, explicou Stefanini, visivelmente abalada, mas determinada a não se deixar intimidar.

A tenista italiana não hesitou em agir rapidamente, denunciando o grave incidente à WTA, que prontamente reforçou a segurança à sua volta. “É inaceitável que alguém tenha que passar por uma pressão tão intensa e não se sentir seguro. Assim que relatei o que aconteceu, a WTA foi muito atenta e todo o torneio mobilizou-se para garantir que eu me sentisse protegida”, continuou a atleta, que ainda assim decidiu entrar em court, lutando até ao [fim](https://apitofinal.pt/internacional/everton-em-corrida-europeia-enquanto-leeds-sofre-derrota-amarga-contra-sunderland/) na sua partida contra Victoria Jimenez Kasintseva, que acabou por perder em três sets.

Stefanini expressou a sua indignação em relação ao que considerou um ataque não apenas à sua integridade, mas também ao espírito do desporto. “Não posso permitir que essas pessoas me intimidem ou condicionem a minha carreira. O ténis é o meu trabalho e a minha paixão, e não posso acreditar que o nosso desporto tenha chegado a este ponto. Não dei importância a essas ameaças, mas continuarei a denunciar este tipo de comportamento”, afirmou, mostrando uma determinação admirável.

A história de Lucrezia Stefanini não é apenas um relato de uma ameaça, mas um lembrete do que muitos atletas enfrentam fora dos holofotes. A sua bravura em expor esta situação perigosa destaca a necessidade urgente de um ambiente seguro para todos os que competem, onde a paixão pelo desporto não seja ofuscada por medo e intimidação. A comunidade desportiva deve unir-se para garantir que ninguém tenha de enfrentar tais situações, e que o verdadeiro espírito do desporto prevaleça.
