# Zverev admite nervosismo após saídas de Djokovic e Sinner em Roland Garros

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- Publicado: 2026-06-12T09:16:24+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:44:14+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Ténis
- Tags: Alexander Zverev, Novak Djokovic, Roland Garros

## Artigo

Alexander Zverev revelou, finalmente, o peso esmagador de ser apontado como o grande favorito após as surpreendentes eliminações de Jannik Sinner e Novak Djokovic em [Roland Garros](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/wimbledon-sobe-premios-para-64-milhoes-mas-criticas-dos-jogadores-mantem-se/). A pressão subiu a níveis insustentáveis para o alemão, que admitiu ter passado noites em claro, dominado pela ansiedade e pela expectativa de conquistar o tão desejado primeiro título de [Grand Slam](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/serena-williams-surpreende-no-regresso-com-exibicao-de-alto-nivel-em-queens/). A confissão surge após semanas a negar qualquer influência das derrotas prematuras dos rivais—uma postura agora desmentida pelo próprio campeão.

Com as saídas inesperadas de Sinner, eliminado na segunda ronda por Juan Manuel Cerundolo, e de Djokovic, afastado por João Fonseca após recuperar de dois sets de desvantagem, o quadro do torneio abriu-se de forma inédita. Zverev, então cabeça-de-série mais alto em prova, não conseguiu esconder o nervosismo provocado pela oportunidade única de escrever o seu nome na história do ténis mundial. Carlos Alcaraz, o bicampeão em título, já se tinha retirado antes do início do torneio devido a lesão no pulso, deixando o caminho ainda mais desimpedido.

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O impacto destas eliminações foi tal que Zverev, durante entrevista ao jornal BILD, abriu o jogo: “Disse a mim próprio que estava a levar um encontro de cada vez e a focar-me apenas nas coisas que podia controlar. [Mas](https://apitofinal.pt/internacional/courtois-admite-possivel-despedida-da-selecao-belga-apos-o-mundial/) mesmo com o telemóvel desligado e sem ler nada, claro que se ouve—que aqueles dois já estavam fora. Isso deixou-me nervoso. Não dormi nada nessa noite.” As palavras do tenista alemão ilustram o turbilhão emocional que viveu e explicam a dimensão do desafio mental que enfrentou até ao triunfo final.

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A importância deste feito é incontornável. Ao vencer Flavio Cobolli numa final dramática, decidida em cinco sets, Zverev tornou-se não só campeão de [Roland Garros](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/nuno-borges-cai-na-segunda-ronda-frente-a-marin-cilic/), [mas](https://apitofinal.pt/nacional/ronaldo-e-martinez-destacam-confianca-e-ambicao-antes-do-mundial/) também o primeiro tenista com diabetes tipo 1 a conquistar um título do Grand Slam. Num percurso marcado por finais perdidas—US Open 2020, Roland Garros 2024, Australian Open 2025—esta vitória representa um ponto de viragem para o alemão, que finalmente quebrou o enguiço e superou as dúvidas quanto à sua capacidade de triunfar nos grandes palcos.

A pressão não foi apenas desportiva, mas também pessoal. Zverev explicou: “De repente, dos três grandes favoritos, era eu o último que restava no quadro. Subitamente, era esta a minha grande oportunidade de ganhar o meu primeiro Grand Slam—um que podia e talvez tivesse mesmo de ganhar. Foi uma semana incrivelmente stressante, com uma pressão inacreditável. Senti-me desconfortável em vários momentos, mas consegui gerir tudo de forma incrível.” Com esta honestidade, Zverev ilustra a solidão do favorito e a exigência psicológica do topo mundial.

O triunfo de Zverev, além de histórico para o próprio, assume particular relevância para todas as pessoas que convivem com a diabetes. “É um sinal para pais e crianças de que se pode alcançar tudo com diabetes. Já falei sobre isso muitas vezes, mas agora provei-o. Falar é uma coisa; mostrar é outra. Tenho esta condição e agora há alguém que podem tocar, alguém que já passou por tudo,” afirmou o alemão, emocionado, ao mesmo jornal. Esta vitória ganha, assim, um significado ainda mais profundo, inspirando uma nova geração de atletas a não desistirem dos seus sonhos.

Para o futuro próximo, Zverev já anunciou a sua desistência do Open de Estugarda, onde era vice-campeão. A relva permanece como o seu grande desafio: nunca venceu um título nesse piso e [Wimbledon](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/victoria-mboko-afasta-se-de-wimbledon-apos-lesao-grave-no-queens-club/) continua a ser o único Grand Slam onde nunca ultrapassou os oitavos-de-final. No ano passado, caiu logo na primeira ronda frente ao francês Arthur Rinderknech, em cinco sets. Com Sinner como campeão em título e Alcaraz ausente por lesão, o quadro de Wimbledon promete novas surpresas.

Resta perceber se Zverev conseguirá capitalizar o embalo psicológico desta vitória em Paris e, finalmente, triunfar em solo britânico. O mundo do ténis estará atento à resposta do alemão, agora com um estatuto renovado e uma confiança reforçada, mas consciente de que a pressão será, mais uma vez, imensa. O próximo capítulo promete ser explosivo, com todos os olhos postos no novo campeão de Roland Garros e nas suas aspirações de dominar os maiores palcos do ténis mundial.

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