# António Silva revela orgulho benfiquista e recorda estreia pela seleção

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- Publicado: 2026-06-22T22:11:00+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:32:26+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Nacional
- Tags: Benfica, Mundial do Qatar

## Artigo

António Silva não conteve a emoção ao admitir, de forma crua e apaixonada, que é “um benfiquista doente”, numa entrevista exclusiva concedida esta segunda-feira a João Oliveira no YouTube. O central do Benfica, já um dos capitães do clube da Luz com apenas 22 anos, abriu o coração sobre o seu percurso meteórico, desde os dias na formação até ao estrelato internacional, e deixou claro que o seu amor ao clube vai muito para além da camisola que veste em campo.

O jovem defesa, que soma 181 jogos pela equipa principal e 20 internacionalizações pela Seleção Nacional, recordou o momento marcante que foi a sua estreia, tanto de águia ao peito como pela selecção das quinas, onde participou no Mundial do Qatar aos 18 anos — apenas três meses depois de se estrear pelo Benfica. “Acho que é muito mais [do que esperava]. Cresci no Benfica com o sonho de me estrear na equipa principal, hoje com 22 anos ter 181 jogos, ser um dos capitães, é muito mais do que eu imaginava. Mais os 20 jogos na Seleção, o Mundial no Qatar com 18 anos, três meses após ter feito a minha estreia no Benfica, não podia pedir melhor”, afirmou António Silva, evidenciando o orgulho e a surpresa pelo caminho brilhante que tem trilhado.

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Este testemunho ganha ainda mais peso tendo em conta que António Silva ficou de fora do Mundial de 2026, um revés que poderia abalar qualquer jovem atleta. Contudo, o central prefere focar-se no crescimento pessoal e profissional que tem vivido: “Hoje sou melhor jogador que no primeiro jogo no Bessa, cresci muito, estou calejado para tudo, fui moldado para hoje em dia estar ao alto nível. Agora, os próximos anos é viver o dia a dia, nunca se sabe na vida de um jogador, as coisas mudam rapidamente, para o bem ou para mal. Uma lesão pode tirar um ano de jogar. Gosto de viver o dia a dia”, sublinhou, mostrando maturidade e uma perspetiva realista sobre a volatilidade do futebol profissional.

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A ligação visceral ao Benfica está enraizada na sua infância e família, como fez questão de destacar: “Sou claramente um benfiquista doente por influência do meu pai e do meu irmão, três anos mais velho do que eu e sempre me passou esse bichinho do clube. Depois de passar 10 anos na formação do clube, passar nos corredores, olhar para os jogadores… sempre tive o feeling que conseguia jogar na equipa do Benfica e quando o concretizei foi um dos momentos mais especiais da minha vida, se não o mais especial, porque saí com 10 anos de junto da minha família com o sonho de jogar na equipa A do Benfica”, recordou António Silva, evidenciando o peso emocional que carrega cada vez que entra em campo pela formação encarnada.

Não menos emocionante foi a confissão de que continua a cantar o hino do Benfica, agora já como figura central do plantel: “Sim, eu sempre que entro no estádio da Luz gosto de sempre cantar o hino, arrepia-me sempre, dá-me aquela pele de galinho, porque o hino é aquilo que eu oiço mais na minha vida, na formação. Estamos moldados e crescemos com aqueles valores, qualquer benfiquista ouve e fica arrepiado”, declarou o defesa-central, mostrando que a paixão pelo clube permanece intacta e até se reforça com o tempo e a responsabilidade.

O futuro de António Silva permanece uma incógnita, mas a sua postura revela uma maturidade invulgar: prefere viver o presente e recusar especulações sobre transferências ou possíveis reviravoltas de carreira. A ausência no próximo Mundial pode motivar ainda mais o jovem central a afirmar-se como pilar do Benfica e da Seleção Nacional, consolidando a sua posição tanto no futebol português como no panorama internacional.

Nos próximos meses, espera-se que António Silva continue a ser peça-chave na equipa de Roger Schmidt, com os adeptos encarnados a alimentarem a esperança de que o central se mantenha de águia ao peito por muitos anos. A sua história inspira não só os jovens que sonham seguir-lhe as pisadas, mas também todos os benfiquistas que se revêm na entrega e paixão inabaláveis do número 4. A afirmação “sou um benfiquista doente” ecoa como um grito de amor ao clube, numa altura em que a mística faz tanta falta quanto os resultados dentro de campo.

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