# Carlos Queiroz quer unir Gana antes do Mundial’2026

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- Publicado: 2026-06-06T08:59:05+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:45:48+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Nacional
- Tags: Antoine Semenyo, Carlos Queiroz, Jordan Ayew

## Artigo

Carlos Queiroz enfrenta um desafio titânico ao assumir o comando da seleção de Gana a poucos meses do Mundial 2026. A missão do experiente treinador português, apontado por Mariano Barreto — o primeiro luso a orientar os “black stars” — como fundamental, é clara: unir uma equipa fragmentada e insuflar confiança num grupo com talento, mas carente de coesão.

Com apenas dois jogos de preparação antes do arranque da fase final, Queiroz terá de trabalhar a fundo para moldar um grupo competitivo e aplicar um sistema tático eficaz. Mariano Barreto, que liderou Gana em 2004 e foi peça-chave na qualificação histórica para o Mundial, sublinha a importância do papel do técnico: “Ele irá tentar confirmar informações para moldar uma equipa e aplicar um plano em função dos jogadores. Alguns deles, como Antoine Semenyo e Jordan Ayew, já jogam em clubes de renome, têm cultura tática e podem ajudar a passar a mensagem do selecionador.”

O Mundial 2026, a decorrer entre 11 de junho e 19 de julho, será o maior de sempre, com 48 seleções e 104 jogos distribuídos por Estados Unidos, México e Canadá. Carlos Queiroz, com 73 anos, vai participar pela quinta vez numa fase final — após passagens por Portugal (2010) e Irão (2014, 2018 e 2022) — igualando o recorde de presenças consecutivas do lendário Bora Milutinović.

Mariano Barreto enfatiza o principal obstáculo que Queiroz terá de superar: “Primeiro, ele tem de analisar individual e coletivamente esta seleção. Depois, não poderá fugir muito ao passado recente. O problema será construir um onze com jogadores de vários contextos. Um dos grandes objetivos é unir uma equipa que está fracionada, não por problemas entre atletas, mas porque a mensagem não estava a passar com o treinador anterior, Otto Addo.”

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O grupo L, onde Gana está inserida, apresenta um cenário altamente competitivo. Os “black stars” vão medir forças com Inglaterra — campeã mundial em 1966 —, Croácia — vice-campeã em 2018 e terceira classificada em 1998 e 2022 — e o Panamá, que regressa ao Mundial. Gana convocou nomes sonantes como o capitão Jordan Ayew, Antoine Semenyo, Iñaki Williams e Thomas Partey, apesar das ausências sentidas de Mohammed Salisu e Mohammed Kudus, ambos lesionados.

“Todos que acompanham o futebol reconhecem que Inglaterra e Croácia são, à partida, favoritas a assegurar os dois primeiros lugares. Agora, isso tem de ser confirmado em campo, e fará com que os ganeses acreditem que podem alcançar bons resultados,” conclui Barreto. “Eles têm jogadores capazes e com qualidade para construir uma equipa forte, dentro das limitações do tempo e das circunstâncias.”

Carlos Queiroz tem assim pela frente o desafio de ouro: transformar um conjunto de talentos dispersos numa verdadeira equipa de guerra para o Mundial. A tarefa é hercúlea, mas o seleccionador português, reconhecido pelo seu rigor e experiência, sabe que não há margem para falhas. Gana conta agora com ele para reerguer o seu prestígio e sonhar alto no palco maior do futebol mundial.

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