# Carvalhal defende Cristiano Ronaldo após empate de Portugal no Mundial

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- Publicado: 2026-06-19T10:18:02+00:00
- Atualizado: 2026-06-25T22:37:28+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Nacional
- Tags: Carlos Carvalhal, Cristiano Ronaldo, RD Congo

## Em resumo

- Carlos Carvalhal defende Cristiano Ronaldo e diz que o empate de Portugal com a RD Congo não pode ser atribuído só ao capitão.
- Segundo o treinador, a equipa também não esteve bem e a responsabilidade é de todos os jogadores em campo.
- Carvalhal afirma ainda que a decisão sobre o tempo de jogo de Ronaldo cabe a Roberto Martínez, devendo basear-se no benefício do coletivo.

## Artigo

A crítica feroz abateu-se sobre [Cristiano Ronaldo](https://apitofinal.pt/nacional/martinez-elogia-ronaldo-mas-expoe-dilema-na-selecao-portuguesa/) após o empate de Portugal frente à RD Congo, mas Carlos Carvalhal recusa apontar o dedo apenas ao capitão da Seleção Nacional. O treinador português, actualmente a acompanhar de perto a prestação lusa no Mundial, disparou em entrevista à imprensa espanhola: “Não podemos atribuir o que aconteceu apenas ao [Cristiano Ronaldo](https://apitofinal.pt/nacional/ruben-dias-reage-a-criticas-e-reforca-confianca-na-selecao-nacional/).” Num momento em que o país exige respostas e a polémica alastra nas redes sociais, as palavras de Carvalhal vêm reacender o debate sobre a dependência da equipa em torno do craque madeirense.

O empate a um golo, registado na estreia de Portugal no Mundial, decorreu num ambiente de enorme expectativa, com os holofotes centrados, como sempre, em Cristiano Ronaldo. A exibição apagada do avançado foi alvo de duras críticas vindas de todos os quadrantes, mas Carlos Carvalhal, em declarações ao jornal As, defendeu uma análise mais abrangente: “Cristiano é o jogador mais importante da seleção portuguesa. É uma figura que atrai a atenção de todo o mundo, por isso fala-se sempre dele de forma especial. Mas eu gosto de analisar o futebol do ponto de vista coletivo. Por exemplo, no último jogo, o Cristiano não esteve bem, mas a equipa também não esteve. Eu diria que a responsabilidade é de todos os jogadores que estiveram em campo.”

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A importância destas declarações ganha ainda maior relevo num momento em que Portugal procura afirmar-se como candidato ao título mundial. A pressão sobre Cristiano Ronaldo é incomparável e a discussão sobre a sua titularidade ou eventual papel mais secundário tem aquecido o debate público. Carvalhal não hesita em reforçar que o futebol é feito de interações e equilíbrios entre todos os elementos do plantel, salientando que o desempenho da equipa não pode ser visto apenas à luz da prestação de uma única estrela. Ao sublinhar que “é evidente que ele joga sob muita pressão” e que “continua a ser um futebolista que inspira muito respeito nos defesas adversários”, Carvalhal coloca o foco também nos colegas que têm a missão de potenciar o rendimento do capitão.

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Sobre a gestão desportiva do selecionador, o técnico português mostra respeito pela autonomia de [Roberto Martínez](https://apitofinal.pt/nacional/historia-do-mundial-prova-que-campeao-raramente-perde-na-estreia/), mas deixa um aviso importante: “Se o selecionador entende que o jogador pode contribuir mais jogando os 90 minutos, essa é uma decisão sua. E se achar que ele pode ajudar mais entrando nos últimos 30 minutos, também é uma decisão sua. No caso do Cristiano, se o Martínez o utilizar muitas vezes ao longo de todo o jogo, é porque entende que ele pode contribuir muito para a equipa. E essa é a chave: tomar decisões com base no que beneficia o coletivo.” Carvalhal lembra que já orientou jogadores em fases avançadas da carreira, reforçando que a utilidade de uma estrela não depende apenas do passado, mas sim da forma como pode servir o grupo no presente.

O treinador português não deixou de abordar o potencial embate entre Portugal e Argentina, um duelo que promete incendiar paixões pelo confronto entre Ronaldo e Messi. “Eu gosto dos jogos contra equipas fortes, sem dúvida. Compreendo também a singularidade desse jogo, pelo que significaria ver o Cristiano e o Messi a defrontarem-se. Mas, para além disso, a Argentina é uma equipa muito forte. É uma equipa que joga com alma, com muita dedicação, e isso torna-a muito competitiva. Parece quase uma equipa de clube pela forma como competem em conjunto. Gostaria que Portugal chegasse a essa fase e pudesse defrontar a Argentina. Seria um grande jogo. A Argentina pode vencer Portugal, mas Portugal também tem uma equipa capaz de vencer a Argentina”, disse Carvalhal, perspectivando um possível confronto de titãs no Mundial.

A polémica sobre o papel de Cristiano Ronaldo está longe de terminar. O empate na estreia deixou Portugal numa posição delicada e a equipa terá de mostrar outra face nos próximos encontros para garantir a passagem à fase seguinte e reforçar a ambição de chegar longe no torneio. O foco estará inevitavelmente em Ronaldo, mas Carvalhal deixou bem claro que o sucesso da Seleção Nacional só será possível se existir uma verdadeira coesão e partilha de responsabilidades dentro das quatro linhas. A pressão aumenta e as decisões técnicas de Martínez serão escrutinadas ao mais ínfimo pormenor, numa caminhada que se adivinha repleta de tensão e drama até ao último minuto.

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