# Javier tebas defende saída de Infantino da liderança da FIFA

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- Publicado: 2026-08-02T11:12:53+00:00
- Atualizado: 2026-08-02T11:27:32+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Nacional

## Em resumo

- Javier Tebas defende que Gianni Infantino não deve continuar à frente da FIFA.
- A crítica surge após a FIFA retirar a proposta de privatização das suas competições, que Tebas considera positiva mas insuficiente.
- Tebas defende uma nova liderança, governação modernizada e a inclusão de todos os actores do futebol nas decisões.

## Artigo

Javier Tebas não se coíbe de apontar o dedo a [Gianni Infantino](https://apitofinal.pt/internacional/gianni-infantino-poderia-ganhar-seis-vezes-mais-com-proposta-polemica/), afirmando que o presidente da FIFA não deve permanecer à frente da organização. Esta crítica surge na sequência da decisão da FIFA de retirar a proposta de privatização das suas competições, uma medida que, segundo Tebas, é positiva, mas não resolve os problemas de governação que afligem o futebol mundial.

O presidente da LaLiga expressou no Twitter que, apesar de considerar a retirada da proposta “uma boa notícia”, é um erro crasso pensar que isto encerra a questão da governação. “Considero que Gianni Infantino não deve continuar à frente da FIFA. As confederações, associações, ligas, jogadores… não se devem conformar com esta retirada e dar o assunto por encerrado. A questão é muito mais profunda”, afirmou Tebas. O dirigente sublinha ainda que o desporto precisa de uma nova liderança que seja capaz de modernizar a governação, recuperando a credibilidade institucional e envolvendo todos os actores relevantes no processo de tomada de decisões.

Tebas enfatizou que o problema vai além de uma proposta específica, apontando para um modelo de gestão que “concentra o poder” e exclui os principais protagonistas do futebol. “Retirar uma proposta não apaga tudo o que aconteceu. É apenas a ponta do icebergue”, concluiu, deixando claro que as questões de governação no futebol exigem uma discussão mais ampla e inclusiva, em vez de soluções impostas de forma unilateral.

A crítica de Tebas não só reflete a sua preocupação com a situação atual da FIFA, mas também destaca a necessidade de um debate mais abrangente sobre a estrutura de poder no futebol global. O futuro do desporto poderá depender de uma mudança significativa na liderança e na forma como as decisões são tomadas, o que poderá ter repercussões profundas na forma como as competições são organizadas e geridas.
