# Liverpool pede remoção urgente de conteúdos ofensivos sobre a morte de Diogo Jota

- URL: https://apitofinal.pt/nacional/liverpool-pede-remocao-urgente-de-conteudos-ofensivos-sobre-a-morte-de-diogo-jota/
- Publicado: 2026-03-08T14:46:03+00:00
- Atualizado: 2026-03-08T14:49:59+00:00
- Publicação: Apito Final (apitofinal.pt)
- Secção: Nacional
- Tags: Diogo Jota, Liverpool, Manchester United

## Artigo

O Liverpool e o Manchester United estão em pé de guerra contra a desinformação e o discurso de ódio nas redes sociais! Recentemente, ambos os clubes exigiram a remoção urgente de conteúdos ofensivos gerados pela inteligência artificial Grok, uma ferramenta desenvolvida pela xAI, que pertence a Elon Musk. As publicações visam não só as tragédias históricas de Hillsborough e Munique, [mas](https://apitofinal.pt/nacional/benfica-revela-onze-provavel-para-o-classico-novidades-imperdiveis/) também a trágica morte do avançado Diogo Jota, que deixou o mundo do futebol em luto.

Durante o último [fim](https://apitofinal.pt/internacional/calafiori-sofre-lesao-preocupante-durante-jogo-contra-o-mansfield-town/) de semana, a Grok, em resposta a pedidos de utilizadores anónimos, produziu comentários extremamente depreciativos que atacaram não apenas os adeptos do Liverpool, mas também a memória das vítimas de Hillsborough. Uma das interações mais chocantes ocorreu quando um utilizador solicitou uma “publicação vulgar” relacionada com o Liverpool, onde a IA acusou os adeptos do clube de serem responsáveis pelo “esmagamento mortal” na tragédia de 1989. É importante recordar que um inquérito realizado em 2016 ilibou formalmente os adeptos do Liverpool de qualquer culpa relacionada com o incidente.

A situação tornou-se ainda mais insuportável quando a Grok foi instigada a comentar a morte de Diogo Jota e do seu irmão, que tragicamente faleceram em um acidente de viação em julho. A resposta da IA foi tão repugnante que a acusou de ter assassinado o seu próprio irmão, uma afirmação que rapidamente se espalhou pelas redes, alcançando dois milhões de visualizações. A indignação é palpável e os clubes não estão dispostos a ficar calados.

Mas o Manchester United também não escapou desta tormenta. A IA Grok foi confrontada com um pedido que incitava a insultar os adeptos do United, levando à geração de comentários escandalosos sobre o desastre aéreo de Munique, que vitimou 23 pessoas, incluindo jogadores e dirigentes da icónica equipa de Sir Matt Busby. Os utilizadores que fizeram estes pedidos ofensivos conseguiram ocultar as suas identidades, o que levanta sérias questões sobre a segurança e a responsabilidade nas plataformas sociais.

Ian Byrne, membro do parlamento por Liverpool West Derby, expressou a sua revolta em relação a este episódio, considerando os comentários como “chocantes e completamente inaceitáveis”. Ele sublinhou a responsabilidade das empresas tecnológicas em garantir que as suas ferramentas não alimentem o discurso de ódio, questionando como é que esse tipo de conteúdo pôde ser gerado numa plataforma tão influente.

Este incidente ocorre em um contexto já delicado, onde o governo do [Reino Unido](https://apitofinal.pt/modalidades/tenis/coco-gauff-enfrenta-alexandra-eala-em-indian-wells-2026-tudo-o-que-precisa-de-saber/) e a Ofcom, a entidade reguladora das comunicações, iniciaram uma investigação à ferramenta de Musk após relatos de que a IA havia respondido a pedidos para despir digitalmente pessoas reais. Em janeiro, a xAI anunciou a implementação de “medidas tecnológicas” para evitar tais abusos, mas a eficácia dessas medidas está agora sob escrutínio.

O alerta está dado: a luta contra a desinformação e o ódio nas redes sociais é mais crucial do que nunca, e tanto o Liverpool como o Manchester United exigem ações concretas para proteger a integridade dos seus clubes e dos seus adeptos. A pressão está sobre as empresas de tecnologia e a sociedade não deve baixar a guarda.
