O clima de tensão entre o Sport Lisboa e Benfica e a CMTV está a atingir níveis alarmantes, após uma acusação grave feita por um jornalista da estação, Gustavo Lourenço. Em uma declaração oficial emitida esta terça-feira, o clube da Luz não apenas negou categórica e veementemente as alegações de agressão, como também anunciou um corte imediato nas relações institucionais com o Grupo Medialivre, que controla tanto a CMTV quanto o jornal Correio da Manhã.
O Benfica, um dos maiores clubes de futebol de Portugal, tomou uma posição firme ao afirmar que “é totalmente falso que algum elemento do Sport Lisboa e Benfica tenha agredido ou ameaçado algum jornalista”. O comunicado revela que a situação se origina de uma tentativa do clube de proteger seus jogadores e staff técnico das “abordagens insistentes” de Lourenço, que, segundo o Benfica, demonstraram uma “manifesta falta de respeito pelas regras básicas de convivência institucional”.
A gravidade das acusações não passou despercebida. O clube, em um tom assertivo, declarou que tais afirmações não apenas ferem a honra e o bom-nome da instituição, mas também do próprio Gonçalo Guimarães, assessor de Imprensa do Benfica, que foi diretamente implicado na denúncia de Lourenço. O comunicado destaca que “tais imputações são, por isso, inteiramente destituídas de fundamento e atentatórias da honra, do bom-nome e da reputação do Sport Lisboa e Benfica e dos seus profissionais”.
A CMTV, em resposta, afirmou que Lourenço apresentará uma queixa-crime contra Guimarães, alegando que o assessor o agrediu na quinta-feira, nos Açores, antes do jogo contra o Santa Clara. Além disso, o jornalista alega ter sido ameaçado de nova agressão no treino seguinte, afirmando que “o voltaria a fazer as vezes que fossem necessárias”.
Este desenrolar de eventos não apenas acende um debate sobre a relação entre clubes e a imprensa em Portugal, mas também levanta questões sobre a ética no jornalismo desportivo e o tratamento de figuras públicas. O desporto, que deveria ser um campo de união e celebração, vê-se agora envolto em controvérsias que podem ter repercussões a longo prazo nas dinâmicas entre a comunicação social e os clubes. O Benfica está determinado a proteger a sua imagem e, com esta queixa-crime, pretende não apenas limpar o seu nome, mas também enviar uma mensagem clara sobre as consequências de alegações infundadas.
