Terça-feira, Fevereiro 17, 2026

Enic gasta mais de 80 milhões em treinadores fracassados desde Redknapp e André Villas-Boas

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A situação financeira do Tottenham Hotspur sob a gestão da ENIC é um tema que levanta muitas questões entre os adeptos e analistas. A fama da ENIC como uma máquina de fazer dinheiro é inegável, especialmente quando observamos a classificação da Deloitte Money League. No entanto, a falta de troféus e a contínua perda de talentos têm colocado em dúvida a capacidade da administração em gerir um clube de futebol de elite. Com a rápida rotatividade de treinadores, muitos dos quais não conseguiram deixar uma marca positiva, a situação torna-se ainda mais alarmante.

Recentemente, surgiram dados que revelam o impacto financeiro colossal da ENIC em treinadores que não conseguiram cumprir com as expectativas. As estimativas, muitas vezes baseadas em relatórios da mídia e informações vazadas, apontam que as compensações pagas a estes técnicos podem ultrapassar os £80 milhões. Estas somas incluem salários e rescisões, mas é importante notar que os números exatos nunca são divulgados de forma clara nas contas do clube.

Aqui estão algumas das compensações aproximadas que a ENIC teve que desembolsar:

– André Villas-Boas: cerca de £4.5 milhões – Mauricio Pochettino: aproximadamente £12.5 milhões – José Mourinho: entre £11 milhões e £20 milhões (com uma média de £15-16 milhões) – Nuno Espírito Santo: cerca de £14 milhões – Antonio Conte: cerca de £4 milhões (devido ao tempo restante no contrato em 2023) – Ange Postecoglou: entre £4 milhões e £8 milhões (relatos mistos sobre a rescisão em 2025) – Thomas Frank: cerca de £8 milhões (sendo que algumas estimativas atingiram até £18 milhões, mas o valor final ficou em torno de £8 milhões; além dos £6.7 milhões pagos a Brentford pela sua contratação)

Um detalhe constrangedor que não aparece em muitas listas é Tim Sherwood, que, apesar de ter tido uma das passagens mais bem-sucedidas em termos de pontos por jogo como treinador interino, não recebeu praticamente nenhuma compensação.

O total bruto de compensações desde a era de Harry Redknapp é estimado entre £65 milhões e £80 milhões, podendo ser ainda mais elevado se considerarmos as estimativas mais altas para Mourinho e Frank. Relatórios anteriores, como os de 2021, apontavam para um total de £85 milhões a £90 milhões ao longo de uma década, incluindo demissões anteriores a 2012, mas focando no período pós-Redknapp, os números variam entre £50 milhões e £70 milhões entre 2013 e 2023, com os recentes custos de Postecoglou e Frank a acrescentarem-se a esta conta.

Os Spurs ocupam uma posição elevada entre os clubes da Premier League em termos de gastos com compensações de treinadores, posicionando-se como o segundo clube, logo atrás do Chelsea, com um total que se aproxima de £66.5 milhões desde 1992. Estes custos refletem a instabilidade na posição de treinador sob a gestão da ENIC, um padrão frequentemente criticado por adeptos e especialistas.

Importa ainda destacar que algumas saídas foram classificadas como “mútuas”, mas ainda assim envolveram pagamentos significativos. O que se revela não é apenas uma situação caótica, mas sim um problema prolongado que levanta a questão: será que a ENIC se está a tornar o verdadeiro vilão na história do Tottenham? As vozes de descontentamento aumentam, e a insatisfação dos adeptos parece não ter fim à vista.

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