A expectativa em torno da Mundial de Futebol 2026, que será realizada na América do Norte, atinge níveis estratosféricos. Gianni Infantino, presidente da FIFA, revelou em uma recente entrevista que todos os 104 jogos do torneio serão disputados diante de públicos esgotados. “A demanda é altíssima. Todos os jogos estão esgotados”, afirmou Infantino à CNBC, destacando que “alguns ingressos ainda estão sendo reservados para vendas de última hora”.
Os números são impressionantes: durante a segunda fase de vendas de ingressos, que se encerrou no mês passado, foram registradas nada menos que 508 milhões de pedidos em quatro semanas para cerca de sete milhões de ingressos disponíveis, oriundos de mais de 200 países. “Nunca vimos nada igual, é incrível”, celebrou Infantino, sublinhando a magnitude do interesse global pelo evento.
A fase de vendas de ingressos de última hora, conforme revelou o presidente da FIFA, terá início em abril e se estenderá até a final do torneio, programada para 19 de julho. Entretanto, as críticas sobre os preços dos ingressos, considerados “exorbitantes” por associações de torcedores, não passaram despercebidas. Infantino se defendeu, explicando que “é como se houvesse 104 edições do Super Bowl em um único mês”, o que, naturalmente, impacta os preços.
Ele detalhou que “os preços dos ingressos já foram fixados, mas existe um sistema chamado de precificação dinâmica, especialmente nos Estados Unidos, o que significa que os preços podem subir ou descer dependendo da demanda e do jogo”. Além disso, os torcedores têm a opção de revender seus ingressos em plataformas oficiais, o que pode fazer os preços dispararem novamente. “Isso faz parte do mercado”, enfatizou.
A Copa do Mundo de 2026, que será a maior da história com 48 seleções competindo em três países, promete gerar uma receita estimada de 11 bilhões de dólares para a FIFA. Infantino não hesitou em afirmar que “talvez seja um pouco mais” do que isso. Contudo, ele garantiu que “cada dólar será reinvestido no futebol nos 211 países membros”.
Além do impacto financeiro direto para a FIFA, Infantino mencionou que a Copa do Mundo terá um efeito significativo na economia dos Estados Unidos, estimando um impacto de aproximadamente 30 bilhões de dólares em turismo, serviços de alimentação, segurança e investimentos relacionados. Com um evento dessa magnitude à vista, o mundo dos esportes aguarda ansiosamente para testemunhar não apenas os jogos, mas também o espetáculo econômico que acompanhará essa edição histórica do torneio.
