Rory McIlroy, o astro do golfe, está pronto para tentar conquistar a sua primeira vitória da temporada de 2026 no icónico Riviera Country Club durante o Genesis Invitational, que acontece esta semana em Los Angeles. Após um ano impressionante em 2025, onde triunfou três vezes no PGA Tour, incluindo a conquista do prestigiado Masters, McIlroy está determinado a dar um pontapé inicial à sua nova temporada.
Apesar de ter alcançado grandes feitos, como a vitória na Ryder Cup, onde desempenhou um papel crucial na vitória da Europa em Bethpage Black, McIlroy já começou a temporada de 2026 de forma algo tímida. No entanto, ele está otimista e focado em mudar a sua sorte no Genesis. Contudo, o jogador norte-irlandês enfrenta um desafio adicional: nunca venceu no Riviera e apenas conseguiu três top-10 em nove participações no torneio.
Em uma coletiva de imprensa na quarta-feira, McIlroy não hesitou em expressar a sua insatisfação em relação a uma alteração controversa no campo que pode impactar o torneio. Ele referiu-se especificamente à mudança feita no buraco 4, que foi elongado de 230 para 270 jardas. Ao ser questionado sobre esta modificação, McIlroy não poupou palavras: “Eu não acho que o buraco 4 jogue de forma diferente, você só está usando um taco um pouco mais longo. Para ser sincero, considero uma mudança horrível.”
A sinceridade de McIlroy, sempre um defensor da honestidade, levanta questões sobre as alterações no design dos buracos, especialmente quando se trata de buracos par-3 que excedem os 200 jardas. A frustração é compreensível, uma vez que a experiência de visualização pode se tornar monótona quando não há um pensamento estratégico no design dos buracos.
Desenvolvendo o tema, McIlroy explicou a sua aversão à alteração: “Bem, cerca de 15% do campo acertou o green na última vez que jogamos a 230 jardas. Se você realmente quer que seja um par-3 de 275 jardas, precisa mudar a grama na área que leva ao green. Não pode ser kikuyu; deve ser um tipo de grama que ajude a bola a rolar até o green.” Ele destacou que, nas condições certas, tentar fazer a bola aterrissar no green com um ferro 3 pode facilmente resultar em um desastre, como acabar no tee do quinto buraco.
A tendência de par-3 extremamente longos está se tornando comum, mas McIlroy fez questão de ressaltar que os melhores par-3 do mundo, como o 12º no Augusta National, o 7º em Pebble Beach e o 8º em Royal Troon, todos têm menos de 150 jardas, evidenciando que a qualidade não precisa ser medida em comprimento.
Com a sua crítica contundente à mudança no buraco 4 do Riviera, resta saber se as vozes dos jogadores, como a de McIlroy, serão ouvidas e se os organizadores do torneio considerarão um retorno a um design mais intuitivo e emocionante. O Genesis Invitational promete ser uma vitrine não apenas para o talento de McIlroy, mas também para o futuro do design do golfe.
