Anthony Gordon fez história esta semana, transformando-se no novo ícone do Newcastle United após ultrapassar o lendário Alan Shearer como o maior goleador do clube na Liga dos Campeões. A façanha foi alcançada numa noite de espetáculo no Tofig Bahramov Republican Stadium, onde o avançado exato do Newcastle não só garantiu uma vitória avassaladora de 6-1 sobre o Qarabag, como também marcou quatro golos, consolidando a sua posição como um dos principais atacantes da competição.
“Devemos estar juntos”, declarou Gordon à TNT Sports após o jogo. “Mas eu sou atacante. Sou o marcador de penáltis, por isso quero marcar o maior número possível de golos.” A sua determinação em não ceder a bola para Kieran Trippier, que sugeriu que Nick Woltemade deveria assumir o penálti, ecoou a mentalidade de Shearer em 1999, quando o goleador histórico também não hesitou em reivindicar as penalidades para si.
A equipa do Qarabag, que já havia surpreendido grandes clubes como Chelsea, Benfica e Eintracht Frankfurt, pareceu não estar preparada para a intensidade e velocidade que Gordon trouxe para o jogo. A defesa alta mantida pela equipa anfitriã no primeiro tempo, conforme observou o comentador Thomas Hitzlsperger, permitiu a Gordon explorar espaços vazios. “Fiquei surpreso com a forma como o Qarabag defendeu alto e permitiu tanto espaço para Gordon, que foi brilhante a noite toda”, disse Hitzlsperger.
O técnico Eddie Howe elogiou a performance de Gordon, destacando que o jogador tem mostrado qualidade e vontade para desempenhar um papel tão avançado. “Ele tem sido realmente bom nessa posição. O seu pressing foi incrível para nós e deu-nos a plataforma para reconstruir a partir do seu trabalho”, afirmou Howe. Com a sua velocidade e movimentação, Gordon deu uma nova dinâmica à equipa, algo que o Qarabag não conseguiu neutralizar.
A primeira marcação de Gordon começou logo nos primeiros dois minutos, ao aproveitar um passe preciso de Dan Burn e colocar a bola no fundo da baliza com frieza. Depois de marcar o segundo golo na marca de grande penalidade e completar o hat-trick ao explorar uma falha defensiva do Qarabag, Gordon fez questão de não deixar passar a oportunidade de garantir outro penálti antes do intervalo, reforçando o seu papel como um verdadeiro goleador.
Além de se tornar o único inglês a marcar três ou mais golos numa fase de eliminação da Liga dos Campeões, Gordon mostrou-se visivelmente desapontado quando foi substituído no segundo tempo. “Ele está mesmo chateado”, comentou Pat Nevin na BBC Radio 5 Live. “Qualquer avançado sentiria exatamente o mesmo. É a decisão certa, mas a vontade de marcar ainda está lá.”
Com esta exibição de gala, Anthony Gordon não só solidificou a sua posição no coração dos adeptos do Newcastle, como também deixou uma marca indelével na história da Liga dos Campeões. O futuro parece brilhante para este jovem talentoso, que promete continuar a quebrar recordes e a escrever o seu nome em letras de ouro no futebol europeu.
