Taylor Fritz, o número um do ténis norte-americano e atual oitavo do ranking mundial, está a ser alvo de críticas ferozes por continuar a sua agenda de torneios enquanto lida com dores persistentes. A ex-jogadora da WTA, Coco Vandeweghe, não hesitou em rotular a sua decisão como “estúpida”, levantando preocupações sobre a sua saúde a longo prazo.
Atualmente a brilhar no Delray Beach Open, onde já se sagrou campeão em 2023 e 2024, Fritz está a mostrar um desempenho notável, tendo avançado para os quartos de final após uma vitória convincente sobre o jovem Rafael Jodar com parciais de 7-6(4), 6-4. Contudo, este torneio ocorre logo após uma campanha intensa no Dallas Open, onde, apesar de ter tido três pontos de campeonato, acabou por perder para o compatriota Ben Shelton. Durante essa competição, Fritz demonstrou sérios sinais de desgaste físico, o que levanta questões sobre a sua capacidade de competir em alto nível sem sacrificar a sua saúde.
A preocupação de Vandeweghe é ainda mais pertinente, dado o histórico de lesões de Fritz. O jogador de 28 anos já passou por uma cirurgia ao menisco em 2021 e, recentemente, tem enfrentado problemas no joelho e uma lesão oblíqua. Em uma tentativa de justificar a sua agenda intensa, Fritz comentou que “não é algo que melhora com um pouco de estendinite” e que confia no seu fisioterapeuta para encontrar uma forma de melhorar enquanto compete.
Durante uma aparição no Big T podcast, Vandeweghe expressou a sua incredulidade sobre a escolha de Fritz de competir tão frequentemente, especialmente com a aproximação do Masters 1000 em Indian Wells, um torneio que ele venceu em 2022 e que considera crucial. “Acho que é estúpido porque ele teve aquela lesão no joelho da qual fez cirurgia. Ele é demasiado jovem para se pressionar dessa forma”, afirmou Vandeweghe, sublinhando a importância de priorizar a saúde em vez de arriscar uma piora das lesões.
Fritz, agora com a cabeça nos quartos de final, terá um desafio à frente, enfrentando o amigo e compatriota Tommy Paul, o quinto cabeça de série, em um reencontro da final de 2024, onde já triunfou em sets diretos. A vitória neste jogo não apenas o colocaria nas semifinais, mas também levantaria questões sobre a sua resiliência e as possíveis repercussões de continuar a competir sob tais condições físicas.
Enquanto o mundo do ténis observa com atenção, a escolha de Fritz de seguir uma agenda exigente poderá ter consequências sérias, tanto na sua carreira como na sua saúde. A pressão para atuar em casa é grande, mas será que o preço a pagar vale a pena? O tempo dirá se o talento de Fritz poderá superar as suas limitações físicas, ou se ele acabará por se arrepender das suas escolhas.
