Scottie Scheffler, o atual número um do mundo, está a viver um pesadelo no Genesis Invitational, que está a ser disputado no icónico Riviera Country Club. Desde o início do torneio, o golfista tem demonstrado um desempenho alarmante, estabelecendo um recorde pessoal indesejado que remonta aos seus dias de amador.
As dificuldades de Scheffler nas rondas iniciais tornaram-se uma tendência preocupante esta temporada na PGA Tour. Após a sua vitória no American Express em janeiro, o jogador já havia registado aberturas de 73 e 72 nos torneios WM Phoenix Open e AT&T Pebble Beach Pro-Am. Mas a sua situação no Genesis é, de longe, a mais crítica.
O seu jogo de ferro tem sido ineficaz e abaixo do esperado ao longo de 2026. Durante os primeiros dez buracos da primeira ronda, o golfista acumulou um desolador cinco acima do par, com três bogeys, um duplo bogey e apenas seis pares. Este desempenho, que se deu sob a pressão de uma chuva que atrasou o início do torneio, refletiu a frustração evidente de Scheffler, que já é conhecido por ser um grande apreciador do campo de Riviera.
Antes do início do torneio, o pior desempenho de Scheffler nos primeiros 10 buracos de um evento da PGA Tour tinha sido de quatro acima do par, durante o Byron Nelson em 2014, quando contava apenas 17 anos. No entanto, o que aconteceu em Riviera superou esse recorde negativo, levando-o a um novo marco indesejado.
Caso o campeão de quatro majors finalize a sua primeira ronda com um par ou pior, será a primeira vez na sua carreira que ele regista três aberturas consecutivas na PGA Tour com 72 ou mais. As probabilidades são alarmantes: para evitar esse desfecho, Scheffler precisaria de jogar os últimos oito buracos em cinco abaixo do par, um feito que parece complicado, dado o seu desempenho atual.
Os números não mentem. As estatísticas de Scheffler nas primeiras 10 jogadas no Genesis são um claro reflexo do seu estado atual. Com uma classificação de 201.806 em “strokes gained off the tee”, e uma média de -1.581 em “strokes gained approach”, a sua frustração no campo é palpável. O desempenho em “strokes gained around the green” e “putting” também deixou a desejar, com classificações de 51 e 70, respetivamente.
A grande questão agora é se Scheffler conseguirá dar a volta por cima e fazer uma recuperação nos buracos finais na sexta-feira para depois seguir com rondas competitivas na casa dos 60. Os fãs e críticos não devem descartar essa possibilidade, especialmente à luz do que ele já conseguiu nos torneios anteriores em Phoenix e Pebble Beach. O que está claro é que a pressão está em alta e o tempo está a esgotar-se para Scheffler.
