Anthony Martial, um nome que ainda ecoa nas paredes do Old Trafford, é o foco de uma conversa intrigante entre dois ícones do futebol: Diogo Dalot e Rio Ferdinand. A trajetória do francês na Premier League começou com um estrondo em 2015, quando, como um jovem prodígio, fez a sua estreia com um golo impressionante contra o Liverpool. Desde então, a sua carreira tem sido uma montanha-russa de performances, desde momentos brilhantes até períodos de inconsistente.
Dalot, que partilhou o campo com Martial durante a sua passagem pelo Manchester United, fez declarações ousadas sobre o potencial do ex-colega de equipa. Durante uma conversa reveladora no programa de Rio Ferdinand, o lateral-direito português não hesitou em incluir Martial na sua seleção de 5-a-side, ao lado de Cristiano Ronaldo. “Seria o Chris (Ronaldo). E vou colocar mais um no ataque. Vou dizer Martial,” afirmou Dalot, surpreendendo Ferdinand com a sua escolha.
O ex-internacional inglês questionou a decisão, admitindo que, embora reconhecesse o talento indiscutível de Martial, não esperava vê-lo mencionado. Dalot, com a confiança de quem jogou contra Martial em muitas ocasiões, explicou: “Estou a dizer isso porque vou combinar o que, obviamente, ele poderia fazer em jogos, mas também nos treinos. E joguei muito contra ele, por isso era realmente, realmente difícil. E ele era um daqueles que, se tivesse um pouco mais de consistência, poderia ser o melhor jogador do mundo. Facilmente.”
Essas palavras ecoam o que muitos fãs e analistas têm discutido ao longo dos anos sobre Martial. Um jogador que, quando em forma, possui habilidades que o colocam entre os melhores do mundo, mas que tem lutado com a consistência necessária para atingir esse nível. Dalot recordou momentos nos treinos onde o talento de Martial era tão evidente que quase se sentia a necessidade de interromper a sessão. “Houve momentos em que pensava… queríamos apitar e dizer, ‘Está na hora de entrar’. E tive alguns. Lembro-me que o Juan Mata também tinha esses momentos de qualidade.”
A conversa tomou um rumo interessante quando Ferdinand revelou que Michael Carrick, ex-companheiro de equipa de Martial, uma vez expressou a sua crença de que o atacante francês poderia um dia levantar o prestigiado prémio Ballon d’Or. “Sabes, o Carrick disse-me quando ele assinou pela primeira vez que Martial poderia ganhar o Ballon d’Or,” partilhou Ferdinand.
A história de Anthony Martial em Manchester United é uma mistura de promessas e desafios. Apesar de um início fulgurante, onde rapidamente se destacou, alcançando 17 golos em 49 jogos na sua temporada inaugural e culminando em 23 golos e 12 assistências na temporada 2019/20 sob o comando de Ole Gunnar Solskjaer, a sua jornada foi marcada por altos e baixos. Com o tempo, a sua influência diminuiu sob a gestão de Erik ten Hag, levando a uma saída como agente livre em 2024 e uma nova etapa na sua carreira em clubes como AEK Atenas e Monterrey no México.
As declarações de Dalot não apenas relembram o talento explosivo de Martial, mas também acendem a discussão sobre o que poderia ter sido se o francês tivesse encontrado a consistência necessária para brilhar em todos os jogos. A história de Martial continua a ser um lembrete do que pode acontecer quando o talento não é totalmente aproveitado, mas também uma esperança de que, em novos cenários, ele ainda poderá surpreender o mundo do futebol.
